Os Estados Unidos e a União Européia firmaram ontem em Denver um importante acordo sobre o reconhecimento das normas de qualidade de seus respectivos produtos, que cobrirá 50 bilhões de dólares de comércio transatlântico.
Este acordo, concluído na semana passada em Bruxelas, depois de três anos de negociações difíceis, inclui seis setores-chave da indústria e permitirá, uma vez que se aplique depois de um período de transição de três anos, evitar a duplicação de procedimentos de certificação de qualidade dos produtos.
Esta simplificação permitirá somente aos industriais norte-americanos economizar mais de um bilhão de dólares anuais. Mas, principalmente, permitirá às empresas de ambos os lados do Atlântico comercializar rapidamente seus produtos nos dois grandes mercados que constituem os Estados Unidos e a União Européia.
Segundo o departamento do Comércio, este acordo reduzirá a apenas seis semanas o prazo para obter a aprovação com o objetivo de comercializar um produto americano na Europa, e vice-versa. Atualmente este período é de oito meses.
‘‘Devíamos encontrar um equilíbrio aceitável entre a necessidade de liberalizar os intercâmbios e o imperativo proteger a saúde e a segurança do público’’, explicou recentemente Charles Ludolph, responsável pelo departamento americano do Comércio. Segundo ele, estes acordos ‘‘representam uma etapa para a criação de um mercado transatlântico único.
Por sua vez, Sir Leon Brittan, vice-presidente da Comissão Européia. declarou que este acordo ‘‘iria azeitar as engrenagens do comércio transatlântico (...) ao reduzir os custos administrativos regulamentares em certos setores que contarão mais no próximo século.
O texto cobre principalmente as telecomunicações, equipamentos médicos e elétricos e os produtos farmacêuticos. O documento do acordo foi firmado por Brittan e a representante norte-americana do Comércio Charlene Barshefsky.

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