São Paulo - Cinco anos após o 11 de Setembro, os Estados Unidos são um país ‘‘mais seguro’’, mas não totalmente a salvo da ameaça de novos ataques da rede terrorista Al-Qaeda. Apesar disso, os EUA minimizam as possíveis ações de Osama bin Laden e focam seus novos alertas sobre Irã e Síria, diz relatório divulgado ontem pela Casa Branca.
  O relatório – uma nova versão de um documento originalmente divulgado em fevereiro de 2003 – diz que a ameaça vinda da Al-Qaeda ‘‘diminuiu significativamente’’ após as mortes de muitos de seus líderes, mas que a rede continua a representar perigo para os EUA.
  A Casa Branca negou que o relatório tenha razões políticas e disse que o documento foi produzido ‘‘após meses de trabalho’’.
  De acordo com o texto, a rede de Bin Laden mantém a intenção de adquirir e utilizar armas de destruição em massa para usá-las em ações contra os EUA e seus aliados. ‘‘Os terroristas que nos atacaram em 11 de Setembro são homens sem consciência, mas não são loucos’’, afirmou Bush.
  No discurso de ontem, Bush qualificou o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, de ‘‘tirano’’ e afirmou que é necessário impedir que o regime iraniano – segundo Bush, tão perigoso quanto a Al-Qaeda – tenha uma arma nuclear.
  Segundo o relatório da Casa Branca, o Irã e a Síria continuam a ‘‘abrigar terroristas e apoiar tais atividades em outros países’’.

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