São Paulo - Os Estados Unidos anunciaram ontem a flexibilização da proibição do transporte de líquidos, géis e cremes nas cabines de vôos com destino e origem em território americano.
A proibição foi imposta no mês passado, após a descoberta de um plano terrorista que pretendia explodir em pleno vôo dez aviões que seguiam do Reino Unido para os EUA.
Com a nova medida, passageiros poderão portar bebidas em área seguras do aeroporto. Também será permitido carregar batons, cremes e outros cosméticos de até 90 ml nas cabines dos aviões. Os frascos passarão por averiguação e serão colocados em sacolas transparentes.
Os novos procedimentos entram em vigor hoje. É a segunda vez que a proibição, imposta em 10 de agosto, passa por mudanças. No entanto, segundo autoridades americanas, as restrições não serão totalmente retiradas, já que o risco de ataques contra aviões continua.
''Após a proibição total, percebemos por meio de investigações que o transporte de líquidos em pequenos frascos, de maneira controlada, é seguro'', afirmou Kip Hawley, supervisor da segurança nos transportes da administração de Bush.
Todos os líquidos e géis foram banidos das cabines de vôo depois que um plano terrorista foi desbaratado pela inteligência britânica. De acordo com o plano, dez aviões de várias companhias seriam atacados simultaneamente com o uso de explosivos líquidos.
O Canadá também adotou a mudança que entra em vigor hoje e, segundo autoridades americanas, o Reino Unido e outros países europeus devem fazer o mesmo nas próximas semanas.
Michael Jackson, vice-secretário de segurança doméstica dos EUA, afirmou que, apesar da flexibilização, a ameaça de ataques com explosivos líquidos e outras bombas contra aviões dos EUA continua grave. O governo manteve alerta laranja para o risco de novos ataques. ''Eu não espero que esta ameaça termine ou diminua neste momento'', disse Jackson.

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