O presidente americano, Bill Clinton, reafirmou ontem que manterá o embargo até que haja democracia em Cuba, mas adotou uma série de medidas que flexibilizam as sanções injetando dinheiro, cultura e idéias dos Estados Unidos na ilha socialista.
As novas disposições anunciadas por Clinton facilitam o envio de dinheiro a Cuba a partir dos Estados Unidos, aumentam os vôos charter diretos, restabelecem os correios para a ilha e permitem intercâmbios culturais, científicos e esportivos.
‘‘Estas medidas são destinadas a ajudar o povo cubano sem fortalecer o governo’’ do presidente Fidel Castro, explicou Clinton num comunicado.
A Casa Branca rejeitou, por outro lado, uma proposta bipartidária apresentada em outubro passado por um grupo de congressistas americanos, que exigia a criação de uma comissão destinada a reexaminar a política dos Estados Unidos para com Cuba.
Segundo Clinton, as medidas anunciadas - que se somam a uma primeira flexibilização das sanções decididas no ano passado depois da visita do papa João Paulo II à ilha -, confirmam ‘‘nossa política de manter a pressão sobre o regime (de Castro) através do embargo e de várias iniciativas diplomáticas, para conseguir uma mudança democrática’’.
Ao mesmo tempo, esclareceu que Washington buscará aumentar os contatos ‘‘com o povo de Cuba, mediante esforços humanitários e ajuda para a construção da sociedade civil’’.
Essa dupla vontade de manter o embargo, adotando medidas de flexibilização - ou, dito de outra maneira, de levantá-lo parcialmente, sem reconhecê-lo - reflete as pressões contraditórias exercidas sobre a Casa Branca por setores anticastristas favoráveis a uma linha inflexível e pelos partidários de revisar a ultrapassada política de isolamento de Cuba.
Uma das medidas mais importantes anunciadas é expandir a todo residente dos Estados Unidos a possibilidade de enviar até 300 dólares a cada três meses a familiares ou amigos em Cuba.
Clinton decidiu também ‘‘estender os contatos - um a um - de pessoas através de intercâmbios em ambos os sentidos entre professores, atletas e cientistas e outros, agilizando o processo de autorização dessas visitas’’.
A medida permitirá por exemplo que a equipe de beisbol os Orioles de Baltimore dispute próximamente partidas amistosas em Cuba ou que jogadores cubanos façam o mesmo nos Estados Unidos.France-PressePressãoA secretária de Estado Madeleine Albright garante que os Estados Unidos manterão a pressão sobre CubaLuis Torres de la Llosa
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