EUA fazem 'campanha de difamação'
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terça-feira, 11 de setembro de 2018
Folhapress 

São Paulo - O ditador venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou que não existem mais dúvidas que o governo americano quer derrubá-lo, em sua primeira manifestação pública após jornal "The New York Times" ter revelado um encontro entre militares rebeldes do regime e representantes de Washington. Segundo ele, a notícia do jornal americano e as preocupações manifestadas pelos governos de Brasil e Colômbia fazem parte de uma "campanha mundial de difamação para justificar que na Venezuela se dê algum evento extraordinário fora da Constituição: um golpe de Estado".
O ministro da Comunicação, Jorge Rodríguez, acusou a imprensa internacional de minimizar as denúncias do governo. Ele declarou que as notícias que mostram a crise humanitária causada pelos problemas econômicos que o país passa não passam de montagens para justificar uma agressão dos Estados Unidos. "Tentaram instalar um expediente de crise humanitária (...). É evidente, é óbvio que a intenção foi intensificar a agressão de diferentes formas que o governo dos Estados Unidos vem desenvolvendo", afirmou.
O "New York Times" informou no sábado (8) que diplomatas americanos se reuniram várias vezes secretamente com militares venezuelanos que planejavam um golpe contra Maduro. As reuniões incluíram um ex-comandante militar venezuelano que aparece na lista de sancionados pelo governo americano. No entanto, os Estados Unidos não deram qualquer apoio material aos dissidentes, apesar de seus pedidos, e os planos de um golpe fracassaram após a recente prisão de dezenas de militares rebeldes, apontou o NYT.


