São Paulo - Os EUA determinaram ontem a expulsão de uma diplomata venezuelana do país, um dia depois que o governo do presidente Hugo Chávez expulsou um adido naval americano da Venezuela, acusando-o de espionagem.
O porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, disse que Jeny Figueredo Frias, identificada como chefe-de-gabinete do embaixador venezuelano em Washington, foi declarada persona non grata e recebeu o prazo de 72 horas para deixar os EUA.
Segundo McCormack, a decisão foi uma resposta direta à expulsão, ocorrida na quinta-feira, de John Correa, adido naval da Embaixada dos EUA em Caracas. O governo Chávez o acusa de ter passado informações de militares venezuelanos para o Pentágono.
''Não gostamos de ficar nesse jogo de ''olho por olho, dente por dente', com o governo venezuelano, mas eles começaram, e nós somos forçados a responder'', disse McCormack.
O chanceler interino venezuelano, Pavel Rondón, qualificou a decisão americana de ''incongruente e desproporcionada''.
Já a vice-chanceler para a América do Norte, Mari Pili Hernández, disse que a medida é uma ''retaliação de caráter político''.
''Não podemos aceitar que a decisão do Departamento de Estado seja comparável com a decisão da Venezuela porque o adido naval exercia atividades de espionagem. A ministra-conselheira venezuelana (Figueredo) tem mantido comportamento exemplar.''
O secretário-assistente de Estado dos EUA para a América Latina, Tom Shannon, disse que seu país não quer isolar a Venezuela. ''Não tentamos isolar a Venezuela. É a Venezuela que se isolou de nós.''

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