EUA estão abertos para discutir com Irã situação no Iraque, diz Kerry
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segunda-feira, 16 de junho de 2014
Folhapress 
São Paulo - O secretário de Estado americano, John Kerry, disse ontem que os EUA estão "abertos" para discutir com o Irã o conflito no Iraque. Os Estados Unidos já ensaiavam retomar as conversações com Teerã para apoiar o governo iraquiano em sua batalha contra os insurgentes islâmicos sunitas, que têm conseguido vitórias contra o exército do Iraque e conquistado cidades no país como Mossul e Tal Afar.
O "Wall Street Journal" afirmou no domingo que Washington e Teerã, que romperam relações há 34 anos, devem iniciar negociações diretas sobre a ajuda que os dois países podem fornecer ao regime xiita de Bagdá que enfrenta a rápida progressão dos extremistas sunita. Publicamente, a Casa Branca disse que não houve nenhum contato com o Irã.
O ataque impressionante realizado por militantes do Estado Islâmico do Iraque e Levante (EIIL) na última semana ameaça desmembrar o Iraque e gera o perigo de uma guerra sectária no país. Os rebeldes assumiram o controle de várias zonas do norte do país, entre elas Mossul - a segunda maior cidade do país e capital de Ninawa-, e ameaçam avançar até Bagdá e os santuários xiitas de Karbala e Najaf.
CONTRA-ATAQUE
As Forças Armadas do Iraque anunciaram nesta segunda que 55 supostos terroristas morreram e 21 ficaram feridos nas últimas 24 horas em uma série de operações militares na província de Bagdá, realizadas para evitar o avanço da insurgência sunita. Em entrevista coletiva, o porta-voz de Operações de Segurança de Bagdá, Saad Maan, disse que apenas em Ibrahim Ben Ali, na fronteira com a região de Al-Anbar, 30 extremistas foram mortos. A operação militar nesta área deixou ainda 20 insurgentes feridos e quatro veículos utilizados pelo EIIL destruídos. Outros 15 supostos terroristas morreram em Sheikh Amre e dez em uma emboscada em Latifiya, no sul da província.


