Nova York, EUA - O presidente dos EUA, Barack Obama, usou seu segundo discurso em uma Assembleia Geral da ONU para defender as políticas de seu governo nos últimos 20 meses e destacar esforços em relação ao Irã e à paz no Oriente Médio.
  ‘‘Através da resolução 1929 do Conselho de Segurança da ONU [de sanções ao país persa], deixamos claro que a lei internacional não é uma promessa vazia’’, disse. ‘‘[Mas] os EUA e a comunidade internacional buscam uma solução para nossas diferenças com o Irã, e a porta continua aberta para a diplomacia. O governo iraniano deve demonstrar um compromisso claro e crível e confirmar os fins pacíficos de seu programa nuclear.’’
  Em relação ao processo de paz no Oriente Médio, insistiu na solução de dois Estados (Israel e uma Palestina) e pressionou líderes de ambos os lados a trabalharem no diálogo direto, que foi restabelecido neste mês em Washington. Também defendeu novamente a extensão do congelamento dos assentamentos judaicos na Cisjordânia, que expira no próximo dia 26. Palestinos ameaçam abandonar as conversas caso ele não seja prolongado. Ele pediu apoio da comunidade internacional, com destaque para árabes: ‘‘Todos nós temos uma escolha a fazer. Temos que escolher a paz’’.
  O presidente americano ainda criticou governos que eliminam limites para mandatos (como a Venezuela) ou são totalmente autoritários, como o da Coreia do Norte. Fez menção à liberdade na internet (alusão à censura chinesa) e elogiou a Colômbia, cujo ex-presidente (Álvaro Uribe), que tem a ‘‘coragem de deixar o poder’’ voluntariamente.
  Já o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, pediu soluções para questões como o impasse nuclear iraniano e a paz no Oriente Médio. Ele disse que o Brasil se empenhou em ‘‘encontrar um instrumento que pudesse representar avanço para a solução do dossiê nuclear iraniano’’. ‘‘Estamos convictos de que, uma vez de volta à mesa de negociações, as partes encontrarão formas de resolver outras questões, como o enriquecimento a 20% e o estoque de urânio enriquecido acumulado desde outubro de 2009.’’
  Para Amorim, ‘‘o mundo não pode se permitir o risco de um novo conflito como o do Iraque’’. O Brasil reiterou o ‘‘repúdio ao ilegítimo bloqueio a Cuba, cujo único resultado tem sido o de prejudicar milhões de cubanos’’. E condenou ‘‘o golpe de Estado em Honduras’’. ‘‘O regresso do ex-presidente Zelaya sem ameaças à sua liberdade é indispensável para a normalização plena das relações de Honduras com o conjunto da região’’, afirmou.

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