São Paulo - O comandante das tropas americanas no Iraque, general George Casey, decidiu aumentar o número de militares no país. Um total de 1.500 americanos, hoje no Kuait, foram mobilizados. O envio do grupo ocorre em meio ao crescimento dos atentados a bomba no Iraque. Ontem uma série de ataques deixou ao menos 40 mortos e feriu dezenas de pessoas.
O reforço militar irá para a Província de Anbar (oeste do Iraque), um dos focos de insurgentes sunitas e área em que os militares afirmam haver terroristas da Al-Qaeda. Parte da brigada 2.000 militares já havia sido deslocada para a região. A decisão do general adia, ao menos por enquanto, a redução gradual das forças americanas no país são 130 mil pessoas.
Ontem, Bagdá foi tomada por ataques. Numa área xiita ao norte, a explosão de um carro-bomba no estacionamento de um mercado matou ao menos 25 e feriu 65, segundo o Ministério do Interior. O próprio ministério foi alvo de um ataque: um veículo carregado de morteiros explodiu junto ao prédio, matando dois e ferindo cinco.
Na segunda-feira uma bomba já matara dois profissionais da rede CBS, um marine e um intérprete iraquiano, além de ferir a correspondente da emissora e seis soldados. Com o ataque, o total de jornalistas mortos no Iraque se assemelha ao de vitimados pela 2 Grande Guerra: segundo o Comitê de Proteção aos Jornalistas, são 71.
Além do crescimento dos atentados, os EUA se vêem diante de um problema com potencial para causar mais estragos que a divulgação das torturas na prisão de Abu Ghraib.
As investigações do Pentágono sobre a morte de 24 civis em Heditha numa ação em novembro estão próximas do fim e, segundo o ''Wall Street Journal'', há evidências de que militares mataram crianças e mulheres deliberadamente.

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