EUA: empresas criticam mudanças na internet
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sábado, 16 de dezembro de 2017
Leandra Felipe<br>Agência Brasil 
Atlanta - A decisão tomada pela FCC (sigla em inglês da Comissão Federal de Comunicações) dos Estados Unidos, que acabou com a neutralidade de rede - regra que garantia internet livre e aberta para todos os usuários nos EUA - colocou os provedores de serviço de internet e as companhias que controlam redes sociais e serviços de conteúdo em lados opostos. Facebook, Amazon e Netflix prometeram acionar o Congresso para reverter a medida.
Por outro lado, a revogação teve amplo apoio entre as companhias americanas Comcast, Verizon e AT&Tm que atuaram junto ao governo de Donald Trump a favor do fim da neutralidade da rede. A medida só entrará em vigor no próximo ano e até lá as empresas contrárias prometem se aliar a entidades de proteção civil para tentar barrar a mudança na Justiça e provocar o Congresso para votar uma medida que devolva o acesso igualitário à rede mundial de computadores.
Além da via judicial, há a chance de devolver a neutralidade da rede por meio do Congresso. E entidades de direitos civis já se articulam nas redes sociais para tal. O site de petições on-line change.org, por exemplo, já recolheu quase três milhões de assinaturas na internet para que a mudança seja revertida. E parlamentares democratas também já se articulam para levar o assunto ao Congresso.
O procurador geral de Nova York, Eric Schneiderman, disse nessa quinta-feira (14) que irá recorrer à Justiça para reverter o fim da neutralidade de rede.
A representante do Facebook, Sheryl Sandberg, disse que a decisão da FCC prejudica muito a internet aberta e o empreendedorismo na rede.
O chefe de tecnologia da Amazon.com (empresa transnacional de comércio eletrônico), Werner Vogels, repudiou no Twitter a decisão da FCC. "Estou extremamente desapontado."
O representante legal da Microsoft, Brad Smith, disse que a internet aberta beneficia consumidores, negócios e toda a economia.
Já a Netflix declarou que está decepcionada e que este é o começo "de uma longa batalha legal".
Outro lado
A associação dos provedores de telecomunicações e banda larga dos EUA, em comunicado, disse que apoia a proteção da neutralidade e irá trabalhar para diminuir desigualdades de acesso.
Para analistas, os preços deverão ter um impacto real. Os provedores poderão cobrar mais para certos conteúdos, como já ocorre com os pacotes de TVs por assinatura.


