EUA emitem alerta após ataques na Síria
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terça-feira, 23 de setembro de 2014
Giuliana Vallone e Isabel Fleck<br>Folhapress 
São Paulo - As agências de segurança nacional norte-americanas divulgaram nesta terça um boletim em que alertam as autoridades para as ameaças de um ataque contra os EUA ou a Europa. Segundo o documento, feito pelo FBI e pelo Departamento de Segurança Nacional, os bombardeios da noite de segunda na Síria, que tinham como alvo o grupo sírio Khorasan, ligado à Al-Qaeda, e o Estado Islâmico, também podem encorajar extremistas nascidos em solo americano.
"Uma informação de inteligência recente indicava que operadores da Al-Qaeda baseados na Síria estavam se aproximando da fase de execução de um ataque na Europa ou em território americano", disse a porta-voz do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, Marsha Catron. Em breve pronunciamento na terça, o presidente Barack Obama comemorou a participação de cinco nações árabes nas ações. "A força desta coalizão deixa claro para o mundo que essa não é uma luta apenas dos Estados Unidos", disse.
Segundo Obama, mais de 40 países se ofereceram para se unir à luta contra o Estado Islâmico. "O esforço total levará tempo", ressaltou Obama, afirmando que tem o apoio de seu partido e da oposição republicana.
Somadas aos ataques realizados no Iraque desde o mês passado, as ações na Síria consolidam a volta militar dos Estados Unidos ao Oriente Médio. Para o presidente norte-americano, a ação é delicada, já que um dos motes de sua campanha era a retirada dos soldados norte-americanos do Iraque. Obama também foi relutante para intervir na Síria em 2013, quando a guerra civil no país, que já dura três anos, atingiu seu ápice. Ao todo, os Estados Unidos e seus aliados realizaram três ondas de ataques a alvos sírios na segunda-feira à noite. Eles começaram às 20h30 (21h30 no Brasil) e terminaram durante a madrugada. Os alvos incluíram campos de treinamento, bases e suprimentos de armas.
LEGALIDADE
As leis internacionais proíbem ataques militares em território estrangeiro sem a permissão do país ou autorização da Organização das Nações Unidas (ONU), exceto em casos de autodefesa. O governo norte-americano defende, no entanto, que os ataques são legais, pois foram feitos em defesa do Iraque, que tem sido atacado pelo Estado Islâmico.


