EUA em situação delicada
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 17 de julho de 2003
Bernard Estrade<br>France Presse 
Nova York Depois de ignorar as objeções de quase toda a comunidade internacional ao declarar guerra ao Iraque, os Estados Unidos estão, agora, em delicada posição para enfrentar uma situação no país mais difícil que a esperada. Os Estados Unidos, alegando que dirigem uma ''ampla coalizão de países'' no Iraque, encontram sérias dificuldades para dispor dos efetivos de que necessitam para reforçar os 184.000 soldados americanos que se encontram no país. Os Estados Unidos também devem fazer frente no Iraque a um gasto que, por mês, é o dobro do que foi anunciado pela Casa Branca antes da guerra.
A maior esperança de cooperação militar, a da Índia, veio abaixo: apesar dos intensos esforços realizados por Washington desde o mês de maio, Nova Delhi acaba de rejeitar o pedido de fornecer uma divisão (cerca de 17.000 homens) e de condicionar sua aceitação a uma nova resolução das Nações Unidas.
O Paquistão adotou uma posição parecida, assim como a Alemanha e França.
O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, informou quarta-feira que foi Powell que tomou a iniciativa, durante um encontro em Washington de levantar a questão sobre uma nova resolução da ONU para o Iraque. O embaixador dos EUA na ONU afirmou que Washington ''não tinha nenhuma proposta a fazer''.


