HELSINQUE - O presidente russo Boris Yeltsin e o presidente americano Bill Clinton iniciam hoje em Helsinque a mais dura reunião de cúpula entre os dois lados desde o fim da guerra fria. O principal ponto de confronto entre Washington e Moscou é a questão da ampliação da Otan, a coalizão de defesa do Ocidente, para abrigar países da Europa Oriental, antigos satélites da ex-URSS. O Kremlin vê essa ampliação como tentativa dos EUA e de seus aliados de isolar a Rússia.
O porta-voz do Kremlin, Serguei Yatrzhembski, afirmou ontem que a ampliação da Otan, se realizada, ‘‘será o erro mais clamoroso cometido pelo Ocidente desde o fim da guerra fria’’. E acrescentou: ‘‘Até o último momento defenderemos nosso direito de ter uma atitude negativa diante da expansão da Otan’’.
Mas ele observou que seu governo está aberto a um ‘‘compromisso razoável’’ sobre um outro ponto importante, o das relações da Rússia com a Otan, uma vez que o Kremlin não pode deixar de considerar a coalizão ocidental uma ‘‘força real’’.
Clinton admitiu que terá uma ‘‘agenda dura’’ em Helsinque, mas disse confiar na boa comunicação pessoal entre ele e Yeltsin. ‘‘Nunca tivemos uma reunião que não levasse a um progresso construtivo’’, observou.

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