Moscou, Rússia - Rússia e Estados Unidos mostraram ontem diferenças sobre eventuais sanções ao Irã por seu programa nuclear e anunciaram para breve um novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start), no primeiro dia de visita da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, a Moscou.
''Ainda restam oportunidades para a diplomacia'', declarou o ministro de Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, ao se referir à vontade americana de que a Organização das Nações Unidas (ONU) adote novas sanções contra o Irã. ''Seguimos, como no passado, comprometidos com uma solução diplomática, mas é necessária uma solução'', respondeu Hillary.
''Consideramos prematuro, por enquanto, a continuação de qualquer projeto, pois queremos enviar uma mensagem clara aos iranianos'', insistiu Hillary, referindo-se ao lançamento em 2010 da central nuclear de Bushehr. O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, tinha anunciado, minutos antes, que o primeiro reator da central nuclear deverá entrar em operação a partir do verão de 2010. As declarações de Lavrov são um revés para a diplomacia americana, que pensava que faltava convencer apenas a China para que o Conselho de Segurança da ONU adotasse sanções contra o Irã. No entanto, Hillary e Lavrov deram quase por certo um novo acordo sobre desarmamento nuclear.

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