EUA e Rússia divergem sobre o Iraque
France PresseDiplomaciaMadeleine Albrigth (d) se reuniu com o colega russo Yevgeny Primakov, mas não chegaram a um acordo. Primakov disse:Nós somos um pouco mais pacientesA Rússia e os Estados Unidos continuaram discordando ontem sobre como deve ser resolvida a crise com o Iraque, com Washington advertindo que sua paciência com Bagdá estava acabando. A secretária de Estados dos EUA, Madeleine Albright, afirmou após reunir-se com o ministro do Exterior da Rússia, Yevgeny Primakov, no aeroporto de Madri, que o Iraque precisava receber uma forte mensagem da comunidade internacional dando conta que ela não irá tolerar sua obstrução de inspeção de armas da ONU.
Mas o primeiro-ministro russo, Viktor Chernomyrdin, falando em Davos, Suíça, onde atende um encontro de líderes econômicos mundiais, afirmou que ele era fortemente oposto a ataques áereos ocidentais contra o Iraque para forçá-lo a cumprir com as resoluções da ONU.
Albright, no que parece ser a última iniciativa diplomática para resolver a crise no Iraque, reuniu-se com Primakov para ouvir os resultados de um missão a Bagdá do enviado especial Viktor Posuvalyuk. Continuo cética de que a diplomacia irá resolver este problema, afirmou Albright depois de conversar por duas horas e meia com Primakov.
Os dois diplomatas entraram no encontro demonstrando profundas diferenças sobre como lidar com a crise do Iraque, e as conversações parecem ter feito pouco para aproximá-los. Primakov concordou que a situação é muito grave mas insistiu que os meios diplomáticos precisam ser efetivamente usados para resolver as questões que enfrentamos. Em resposta à expressão de impaciência de Albright com o líder iraquiano Saddam Hussein, Primakov - que tem se oposto ao uso de força militar - afirmou: Nós somos um pouco mais pacientes.
Albright, que vai hoje a Londres, tem advertido ao Iraque que Washington está preparado - com ou sem o respaldo internacional - para lançar um ataque a partir de sua força de 30 navios de guerra e 300 aviões de combate estacionada no Golfo, caso Saddam não abra seus palácios aos inspetores de desarmamento da ONU e não pare de obstruir o trabalho dos americanos que integram as equipes de vistoria.
Em Bagdá, o ministro iraquiano da Informação, Humam Abdul-Khaleq Abdul-Ghafur reiterou que o país não tem armas proibidas pela ONU. O Iraque não vai usar armas de destruição em massa pela simples razão de que o Iraque não possui nenhum tipo dessas armas - e isso é algo que o presidente americano sabe muito bem, afirmou o ministro.





