Aeronave da Qatar Airways no terminal do Aeroporto John F. Keneddy, em Nova York
Aeronave da Qatar Airways no terminal do Aeroporto John F. Keneddy, em Nova York | Foto: Don Emmert/AFP



Madri, Espanha - O Reino Unido anunciou nesta terça-feira (21) restrições ao transporte de eletrônicos em voos partindo de diversos países do Oriente Médio e do norte da África. A limitação, que segue uma decisão semelhante tomada pouco antes pelo governo dos Estados Unidos, foi justificada como uma medida de segurança. No entanto, enquanto os EUA restringiram os eletrônicos em voos vindos de aeroportos específicos, e afetando apenas companhias estrangeiras, o Reino Unido tomou medidas mais amplas.

A decisão entra imediatamente em vigor, restringindo eletrônicos nas cabines em voos vindos de Turquia, Líbano, Jordânia, Egito, Tunísia e Arábia Saudita, segundo um porta-voz da primeira-ministra britânica, Theresa May. Celulares, laptops e tablets maiores do que 16 centímetros de comprimento, 9,3 centímetros de largura e 1,5 centímetro de espessura serão proibidos dentro da cabine e terão que ser despachados. Essas são as dimensões aproximadas de um smartphone, como um iPhone.

Essa medida afeta, segundo o jornal "The Guardian", uma série de companhias aéreas britânicas, como a British Airways e a Easy Jet. Entre as estrangeiras afetadas estão as populares Turkish Airlines e a Royal Jordanian. A decisão britânica foi tomada após semanas de discussões sobre a segurança em aeroportos. Outros países estão estudando o mesmo tipo de restrição nos voos.

A medida implementada pelo governo americano deve afetar 50 voos diários de nove companhias com decolagem de dez aeroportos internacionais: Amã, Cairo, Istambul, Jidá, Riad, Kuwait, Doha, Dubai, Abu Dhabi e Casablanca.

No caso dos Estados Unidos, oito países são afetados, todos aliados ou sócios do país: Jordânia, Egito, Turquia, Arábia Saudita, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Marrocos. "Consideramos que é o que deve ser feito e nos locais adequados para garantir a segurança dos viajantes", disse um funcionário de alto escalão do governo de Donald Trump.

De acordo com o governo americano, a medida não foi motivada por uma ameaça específica ou possibilidade de um ataque iminente. (Com France Presse)

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