Jerusalém, Israel - Os Estados Unidos pediram ontem que seus cidadãos deixem o Iêmen imediatamente, diante de uma grave ameaça terrorista nesse país. Minutos depois, o Reino Unido fez a retirada de todos os funcionários da embaixada na capital Sanaa.
O pedido vem na sequência do fechamento das embaixadas americanas no Oriente Médio, motivado por mensagens interceptadas entre a liderança da rede terrorista Al-Qaeda e de sua violenta franquia iemenita, a Al-Qaeda na Península Arábica.
De acordo com a mídia americana, a comunicação entre Ayman al-Zawahiri, chefe da rede terrorista, dava conta de planos de um grande atentado nessa região. Para facilitar a retirada, enviou dois aviões a Sanaa para levar os americanos que queiram deixar o país.
O governo americano não confirmou que órgão obteve as mensagens dos membros da rede terrorista, mas membros do Pentágono descartam que as comunicações tenham sido obtidas pela Agência de Segurança Nacional (NSA, em inglês).
A agência ficou conhecida após o ex-prestador de serviços Edward Snowden revelar detalhes sobre o esquema de espionagem de dados de telefones e internet, descoberto em junho. Na época, Washington afirmou que as ferramentas, que devassaram milhões de dados de usuários, foram usadas no combate ao terrorismo.
O comunicado do Departamento de Estado dos EUA pede "aos cidadãos americanos que não viajem para o Iêmen e aos que vivem ali que deixem imediatamente o país", pois o nível da ameaça ali é "extremamente alto".
No fim de semana, EUA e Reino Unido fecharam diversas representações no Oriente Médio, em algumas partes da África e da Ásia após a descoberta da ameaça.
Rajeh Badi, assessor presidencial do Iêmen, confirmou haver informação de inteligência a respeito de um ataque no país coincidindo com o fim do mês sagrado de Ramadã, entre quinta e sexta-feira.

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