São Paulo - A Casa Branca e o secretário de assuntos externos britânico condenaram ontem o massacre que matou pelo menos 86 pessoas na Síria, segundo a oposição ao governo de Bashar al Assad. O governo sírio nega. Segundo a agência de notícias Sana, o regime disse que o ataque foi feito por terroristas, e que apenas nove pessoas foram mortas.
Em nota, a Casa Branca disse que ''os Estados Unidos condenam fortemente os ultrajantes assassinatos de civis, incluindo mulheres e crianças, em Al-Qubeir, província de Hama, como relatado por várias fontes credíveis''.
Segundo o governo americano, o ataque e a recusa da Síria em deixar que observadores da Organização das Nações Unidas (ONU) verifiquem os relatos são ''uma afronta à dignidade humana e à Justiça''.
Mais cedo, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse que o ditador sírio Bashar al Assad deveria abandonar seu país, considerando ''inadmissível'' o ataque.
Segundo o jornal Guardian, William Hague, secretário de assuntos externos e primeiro-secretário do Estado britânico disse ontem que ''se o plano Annan não funciona, então temos de voltar ao Conselho de Segurança da ONU para propor medidas mais robustas e eficazes''.
A China manifestou sua firme oposição a qualquer ''intervenção armada externa'' na Síria e a ''qualquer tentativa'' de forçar uma queda do governo do presidente Bashar al Assad, informou ontem a agência estatal Nova China.
''Nós nos opomos firmemente a uma solução para a crise síria por meio de uma intervenção armada externa ou a qualquer tentativa de forçar uma mudança de governo'', disse à Assembleia Geral da ONU o representante permanente da China na organização, Li Baodong.
O ministro russo de Relações Exteriores, Serguei Lavrov, disse que a Rússia vai vetar no Conselho de Segurança qualquer texto que autorize uma intervenção externa na Síria. ''Não haverá mandato para uma intervenção externa na Síria, isso eu posso garantir'', disse Lavrov em Astana, capital do Cazaquistão, onde se encontra em visita junto ao presidente Vladimir Putin.

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