Jerusalém - Os Estados Unidos e o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, condenaram o projeto israelense de expulsão para a Faixa de Gaza dos familiares de camicases palestinos que residem na Cisjordânia. Ariel Sharon quer a expulsão de 21 familiares de palestinos implicados nos atentados de terça-feira passada, contra um ônibus perto de uma colônia na Cisjordânia, e um duplo atentado suicida na quarta-feira, em Tel Aviv, que deixaram no total 12 mortos.
Em comunicado divulgado na madrugada passada, Kofi Annan disse que ''embora Israel tenha direito à legítima defesa, isso não pode justificar a aplicação de castigos coletivos''.
A intenção de Israel é que o castigo sirva de exemplo para dissuadir outros camicases potenciais. A deportação dos suicidas palestinos e a demolição de suas casas têm como objetivo diminuir a ''atmosfera de apoio'' que os suicidas encontram em casa. Nos últimos meses, vários pais e mães palestinos apoiaram o suicídio de seus filhos como meio legítimo de luta contra a ocupação militar israelense.
O ministro de Assuntos Exteriores de Israel, Shimon Peres, que condiciona a deportação a ''um fundamento legal'', disse sexta-feira que ''os atentados terroristas, cujos primeiros prejudicados depois das vítimas são os próprios palestinos, não nos deixam outra alternativa''.
A demolição de casas e as deportações foram usadas por Israel durante a primeira Intifada, entre 1987 e 1993, mas seu efeito foi muito limitado.
O porta-voz da Secretaria de Estado americana, Richard Boucher, disse que as deportações e outros castigos coletivos não garantirão a segurança de Israel. ''Esperamos que as ações israelenses em sua campanha contra o terrorismo sejam baseadas em informações relacionadas à culpabilidade de uma ou outra pessoa, e não em relações familiares'', declarou Boucher.
Explosão - Um homem morreu na madrugada de ontem depois da explosão de um carro perto de uma mesquita árabe em um bairro de Tel Aviv, informaram fontes policiais. A explosão aconteceu perto da mesquita de Hamadia, na zona árabe de Jaffa, onde convivem árabes e israelenses.
Não se sabe a identidade da vítima e a polícia não deu mais detalhes, apesar de informar que as circunstâncias nas quais aconteceu a explosão não estão claras.

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