São Paulo - O secretário de Defesa americano, Leon Panetta, e o ministro de Defesa do Japão, Naoki Tanaka, mostraram preocupação ontem pelo anúncio do lançamento de um foguete pela Coreia do Norte, previsto para a próxima semana.
Os dois representantes reiteraram a posição de que o lançamento ''violaria diretamente as obrigações internacionais da Coreia do Norte'', de acordo com o porta-voz da Secretaria de Defesa dos EUA, George Little, que cobrou do país comunista ''fazer o correto''.
O funcionário do governo americano afirmou que os Estados Unidos e o Japão entram em contato com frequência e que levam a sério a perspectiva de testes com mísseis do país comunista.
''Entendemos a preocupação de nossos aliados japoneses sobre a perspectiva desse lançamento e seu potencial impacto na segurança da região'', disse Little.
Estados Unidos, Coreia do Sul, Japão e outros países pediram ao país comunista que cancele o programa por considerar que encobre um teste com mísseis de longo alcance que violaria as resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU), pedindo a renúncia dos lançamentos com tecnologia militar.
Mais cedo, o Japão recusou o convite feito à Agência de Exploração Aeroespacial do país (JAXA) para o lançamento de um foguete com um satélite de observação em abril.
De acordo com a emissora de televisão NHK, o convite foi feito pela Associação de Coreanos Residentes no Japão e a instituição espacial deverá confirmar presença até amanhã. O Ministério de Ciência do Japão enviou comunicado dizendo que não é conveniente que a agência participe do lançamento.
A informação sobre o convite norte-coreano é revelada em meio a tensão entre os dois países, causada pela missão espacial. O Japão, a Coreia do Sul e os Estados Unidos suspeitam que o regime comunista pretende lançar mísseis de longo alcance na atividade, que acontecerá entre os próximos dias 12 e 16.

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