EUA e Inglaterra atacam três cidades do Afeganistão
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domingo, 07 de outubro de 2001
France Presse<br> De Washington 
Forças norte-americanas e britânicas lançaram ontem um ataque militar contra o Afeganistão, em resposta aos atentados de 11 de setembro, informou o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmando contar com ''o apoio coletivo do mundo''.
''A batalha é agora em várias frentes'', disse Bush à nação, pouco tempo depois do início dos ataques. ''Não falharemos. A paz e a liberdade prevalecerão'', acrescentou. O ataque tem como alvos ''os campos do al-Qaeda e instalações militares'' do regime taleban, que abriga o milionário de origem saudita Osama Bin Laden, informou Bush.
O secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld, disse que forças lideradas pelos Estados Unidos usaram aviões baseados em terra e no mar, navios e submarinos'' no ataque. Outros oficiais americanos informaram que 50 mísseis Tomahawk foram disparados.
O taleban condenou rapidamente a ofensiva, classificando-a de ''ato terrorista'', e reiterou sua recusa a entregar Bin Laden aos Estados Unidos.
A capital afegã foi atingida por grandes explosões e o fornecimento de energia foi interrompido, contaram moradores, que disseram ter ouvido caças sobrevoando a cidade enquanto a artilharia taleban respondia.
A Aliança do Norte informou que o ataque, além de Cabul e Kandahar, atingiu alvos militares em Jalalabad (Leste), Farah (Oeste) e Kunduz (Norte). Um porta-voz da Aliança disse não ter informações sobre civis feridos.
Fontes da oposição armada afegã em Islamabad informaram à AFP que suas forças estavam esperando uma ordem, para lançar um ataque terrestre massivo contra a milícia islâmica talibã, no poder em Cabul.
Washington alertou rapidamente os cidadãos americanos no exterior de que poderá haver ataques terroristas contra eles e contra interesses americanos no mundo. Itália e Alemanha reforçaram a segurança em locais que poderiam se tornar alvos.
Em Londres, o premier britânico, Tony Blair, anunciou ontem que submarinos britânicos dispararam mísseis contra o Afeganistão. ''Na última quarta-feira, o governo norte-americano fez um pedido específico para que um número de ativos britânicos participasse da ação que acaba de ter início e dei minha autorização'', contou Blair à imprensa.
A ajuda ''inclui as bases de Diego García, aviões de reconhecimento e outros, e submarinos com mísseis'', afirmou. ''Os submarinos estão sendo usados'', concluiu.
O presidente norte-americano informou que outros aliados, incluindo Canadá, Austrália, Alemanha e França, ofereceram ajuda no desenrolar da ação. ''Contamos com o apoio coletivo do mundo'', afirmou Bush.
Campos terroristas, bases aéreas e instalações de defesa antiaérea foram os primeiros alvos deste domingo, segundo um oficial da Defesa americana.
Em Moscou, o Kremlin anunciou que Bush avisou o colega russo, Vladimir Putin, sobre o início da operação militar antiterrorista minutos antes de ela começar. O chanceler alemão, Gerhard Schroeder, disse que seu país apóia a represália e que foi informado sobre o ataque através de um telefonema do presidente americano.
Em Roma, um dos assessores do ex-rei afegão Mohammed Zaher Shah disse à AFP que ele está ''chocado e triste'' com os ataques americanos contra o Afeganistão.


