EUA e Grã-Bretanha foram veementes na crítica aos assassinatos
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 31 de julho de 2001
Associated Press<BR>De Washington e Londres 
Em Washington, a Casa Branca pediu o fim da violência, mas evitou criticar diretamente qualquer um dos lados. Violência é violência, e o presidente deplora a violência na região, afirmou o secretário de imprensa da Casa Branca, Ari Fleischer.
Já a Grã-Bretanha criticou duramente o ataque de mísseis israelense. O ministro britânico de Relações Exteriores, Ben Bradshaw, disse ter ficado perturbado ao tomar conhecimento da ação. A Grã-Bretanha não pode aceitar os assassinatos seletivos de militantes palestinos cometidos por Israel, afirmou. Nós e nossos colegas da União Européia temos deixado claro que tais assassinatos são errados e ilegais sob a lei internacional. Esses assassinatos criam um ambiente no qual atrocidades levam a mais violência. Ele também pediu à Autoridade Palestina para fazer todo o possível para conter a violência.
Israel ultrapassou todas as linhas vermelhas, disse o xeque Ahmed Yassin, líder espiritual do Hamas. O povo israelense deveria saber que eles vão pagar o preço. E nosso sangue não é barato.
Ontem, na Faixa de Gaza, Muhammad al-Hassani, de 22 anos, que trabalhava para a Inteligência Militar Palestina, foi morto por disparos de metralhadora israelense no centro de Gaza. Um segundo palestino foi morto a tiros em Gaza em circunstâncias nebulosas. O movimento radical Jihad Islâmica anunciou que um de seus membros morreu em confronto com tropas israelenses, mas uma fonte de segurança palestina disse que ele foi morto numa disputa interna na Jihad.


