Aviões de combate dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha atacaram na noite de ontem a defesa aérea iraquiana ao sul de Bagdá, desencadeando disparos de artilharia antiaérea e fazendo soar sirenes por toda a capital do Iraque. Moradores assustados fugiram das ruas.
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, autorizou os ataques na manhã de ontem, 10 anos depois de uma coalizão liderada pelos Estados Unidos e organizada por seu pai ter expulsado tropas iraquianas do Kuwait. Em Washington, um porta-voz do Pentágono informou que a missão era um ‘‘ataque de rotina’’ com o objetivo de destruir sistemas de radar que elevavam a capacidade do Iraque de ameaçar aviões de combate britânicos e norte-americanos – alguns deles localizados fora da ‘‘zona de exclusão aérea’’ sulista.
Em Bagdá, sirenes começaram a soar por volta das 21 horas locais, logo depois de explosões de armas antiaéreas nos extremos sul e oeste da cidade de mais de 5 milhões de habitantes. Cerca de 50 minutos depois foi anunciado o fim dos ataques aéreos. As pessoas começaram a sair lentamente às ruas mas logo voltaram a suas casas. Autoridades iraquianas não informaram imediatamente sobre danos e vítimas. Entretanto, de acordo com a tevê iraquina, cinco pessoas morreram e um número não definido sofreu ferimentos.
As sirenes de Bagdá haviam soado pela última vez em 24 de fevereiro de 1999, quando aviões de combate anglo-americanos atacaram alvos dentro da zona de exclusão aérea ao sul da capital, matando e ferindo várias pessoas.
O bombardeio de ontem foi o primeiro contra alvos fora da zona de exclusão aérea sulista desde dezembro de 1998, quando aviões norte-americanos e britânicos sustentaram uma campanha aérea de quatro dias contra o Iraque, informou o Pentágono.

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