EUA e França sugerem ação rápida
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domingo, 08 de março de 1998
France Press 
France PressSoldados sérvios em alerta nas proximidades de vila, em KosovoNorte-americanos e franceses estão de acordo que devem agir rapidamente para resolver a crise em Kosovo, estimaram ontem, em Paris, os chefes da diplomacia norte-americana, Madeleine Albright, e francesa, Hubert Vedrine, sem que, no entanto, saibam exatamente como fazê-lo.
Aprendemos que, na ex-Iugoslávia, é preciso atuar com rapidez e severidade, disse Albright à imprensa, depois de uma reunião com Vedrine dentro da quarta etapa de uma viagem européia que já a levou a Kiev, na Ucrânia, Roma e Bonn, e que deve prosseguir por Londres, Madri e Ottawa.
Por sua parte, o ministro francês considerou que a situação é grave e requer medidas urgentes (...) para deter a engrenagem e achar soluções adequadas e duradouras.
Apesar de concordarem com sua análise, os norte-americanos e franceses divergem em relação aos meios que devem ser empregados para resolver a crise.
Washington, que já adotou leves medidas de retaliação contra Belgrado, deseja que os europeus façam o mesmo. Paris, não convencida da eficácia dessas medidas, prefere uma atitude mais positiva e consistente, especialmente propor a reintegração de Belgrado dentro da comunidade internacional se o estatuto de autonomia de Kosovo for restabelecido.
Paris, Bonn e Roma partilham deste ponto de vista, embora admitam que a margem de manobra é pequena frente à determinação do presidente iugoslavo, Slobodan Milosevic, que reiterou ontem, depois da visita do chanceler turco Ismail Cem, que se negava a qualquer internacionalização da crise de Kosovo. Os problemas de Kosovo devem ser solucionados somente pela Sérvia com arranjos e no âmbito de sua Constituição e de suas leis, disse Milosevic a seu visitante, declarando-se decididamente contrário a qualquer tentativa de internacionalizar a crise.
A solução na província meridional da Sérvia, de população majoritária albanesa, inclui eficazes medidas de luta contra os terroristas albaneses, que tomaram os órgãos competentes do Estado, acrescentou Milosevic.


