São Paulo - O mais alto diplomata dos EUA para a América Latina teve um raro encontro com o ministro de Relações Exteriores de Cuba para discutir o destino de um americano preso por quase 11 meses sob suspeita de espionagem, informou o Departamento de Estado. Esse seria o contato de mais alto nível com Havana durante o governo de Barack Obama até o momento.
O subsecretário de Estado americano, Arturo Valenzuela, encontrou-se rapidamente com o chanceler Bruno Rodriguez no dia 24 de setembro, em paralelo à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York, informou o porta-voz do Departamento de Estado, P.J. Crowley.
''O objetivo do encontro foi mostrar ao governo cubano que os EUA buscam a libertação de Alan P. Gross, um dedicado funcionário de desenvolvimento internacional, que tem sido mantido sem acusações em Cuba desde dezembro de 2009'', disse o porta-voz. Não houve outros desenvolvimentos importantes ou discussões significativas'', acrescentou.
O americano Alan Gross, 60 anos, trabalhava para uma empresa com sede em Washington e contratada por um programa financiado pelos EUA (Usaid) para promover a democracia em Cuba. Ele foi preso no aeroporto de Havana em 3 de dezembro acusado de espionagem e subversão.

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