EUA e Coreia do Sul iniciam exercício militar
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terça-feira, 05 de dezembro de 2017
Folhapress 

São Paulo - Os Estados Unidos e a Coreia do Sul iniciaram nesta segunda-feira (4) um exercício militar conjunto com a participação de milhares de militares, em um ato que a Coreia do Norte disse deixar a região "à beira de uma guerra nuclear".
A China e a Rússia pediram para que a ação, que acontece todos os anos, fosse cancelada, mas Seul e Washington decidiram manter o exercício, que contará com 230 aeronaves e mais de 12 mil militares americanos. A ação é realizada menos de uma semana após um novo teste de um míssil do País do ditador Kim Jong-un, feito na última quarta-feira (29).
O exercício seguirá até a próxima sexta-feira (8). Pequim tinha sugerido o fim dos exercícios militares entre americanos e sul-coreanos em troca do fim dos testes por Pyongyang, mas a proposta não foi aceita por nenhum dos lados.
Durante o fim de semana, o jornal estatal norte-coreano criticou as manobras. "É uma provocação aberta, em todos os níveis, contra a Coreia do Norte, e deixa a região à beira de uma guerra nuclear", afirmou a publicação.
"Os belicistas americanos e sua marionete sul-coreana fariam bem em recordar que seu exercício militar dirigido contra a Coreia do Norte será tão estúpido como um ato que precipita sua autodestruição", completou.
O ministério norte-coreano das Relações Exteriores acusou no sábado (2) o governo de Donald Trump de "querer a guerra nuclear a qualquer preço" com a simulação.
HISTÓRICO
O regime norte-coreano realizou seis testes nucleares desde 2006, o mais recente deles em setembro. Na quarta-feira passada (29), a Coreia do Norte lançou um novo tipo de míssil Hwasong 15, que pode atingir todo o território continental dos Estados Unidos.
Os analistas consideraram que o mais recente teste mostra o avanço de Pyongyang na tecnologia militar, mas afirmaram que era muito provável que para o teste o país utilizou uma ogiva leve e que com uma ogiva nuclear mais pesada o míssil teria dificuldades para chegar tão longe. Também demonstraram ceticismo a respeito da capacidade da Coreia do Norte de preservar a sobrevivência das ogivas em sua reentrada na atmosfera.


