EUA e China falam em aprofundar relações
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Folhapress 
São Paulo - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, recebeu ontem o colega chinês, Hu Jintao, na Casa Branca, onde discursaram pelo aprofundamento das relações bilaterais, reiteraram os benefícios mútuos das duas potências serem parceiras e trocaram discretas críticas. Após uma cerimônia com direito aos hinos nacionais, Obama foi o primeiro a discursar.
Enquanto alguns duvidam da vantagem da relação bilateral, nós temos muito em jogo no sucesso do outro. Na atual economia globalizada, nações como as nossas serão mais prósperas e seguras se trabalharmos juntos, disse Obama, traduzido de tempos em tempos para o chinês.
O presidente chinês manteve o tom de cooperação e entendimento mútuo, deixando para longe das câmeras as arestas que marcam as relações - como a Coreia do Norte, o programa nuclear do Irã, a ação contra o Google na China e a manipulação do câmbio do yuan. Nos últimos 32 anos das relações diplomáticas, nossa relação cresceu e obteve significativa importância global. Desde [a posse do] o presidente Obama, esforços dos dois lados produziram resultados frutíferos e trouxeram verdadeiros benefícios para os dois povos, além de contribuir para a paz mundial e o progresso.
Hu, que repetiu inúmeras vezes a importância dos dois países trabalharem pela paz mundial e desenvolvimento das nações, afirmou ainda que os dois países devem trabalhar para aumentar a confiança, aprofundar a cooperação e avançar a relação compreensiva entre os EUA e a China no século 21. EUA e China têm amplos interesses em comum e também importantes responsabilidades. Devemos buscar um caminho comum apesar das diferenças e o desenvolvimento consistente e estável das rela-ções, continuou.
O premiê reconheceu ainda que o destino da China depende cada vez mais de outros países e terminou com um pedido para que as duas nações trabalhem com os outros países para construir um mundo harmonioso de prosperidade comum e paz.
Em meio ao esperado discurso de cooperação e ganhos mútuos, Obama e Hu aproveitaram para dar discretas alfinetadas. Obama afirmou que as sociedades são mais harmoniosas, o mundo é mais justo e as nações têm mais êxito quando se respeitam os direitos, incluindo os direitos humanos individuais. O abuso dos direitos humanos na China é uma das arestas mais delicadas das relações bilaterais.
Do seu lado, Hu afirmou que a cooperação como parceiros deve ter base no respeito e que, por vivermos em um mundo diverso, os EUA devem respeitar a escolha do caminho de desenvolvimento.


