Londres O Iraque do pós-guerra deverá ser dirigido, em um primeiro momento, pelas forças anglo-norte-americanas, antes da instalação de um ''governo de iraquianos, para iraquianos e por iraquianos'', admitiu na noite de quinta-feira o secretário do Foreign Office britânico, Jack Straw.
''Inicialmente, terá que haver uma ocupação militar, porque é a única base legal e prática para dirigir o país'', indicou o titular da pasta das Relações Exteriores, durante uma entrevista à TV BBC.
Londres e Washington tentarão transferir o comando do país ''o mais rapidamente possível'' para uma administração interina apoiada pela ONU, prometeu.
Tempo a favor ''O tempo está do lado'' das forças norte-americanas e britânicas que lutam no Iraque, estimou na noite de quinta-feira o chefe do Estado-Maior, general Richard Myers, ao pedir ''paciência'' na tomada de Bagdá. ''Bagdá terá cada vez menos importância. Haverá em seu interior um regime que não poderá se comunicar com seu povo, entocado para tentar sobreviver'', enquanto o resto do país cai nas mãos da coalizão, disse o general Myers ao canal de TV Fox News.
O Pentágono também conta com a ajuda da maioria xiíta em Bagdá, que sempre foi perseguida pelo regime de Saddam Hussein, destacou o chefe do Estado-Maior norte-americano. O general Tommy Franks, comandante da operação ''Liberdade do Iraque'', tem ''vários planos'' para Bagdá.

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