São Paulo - O Departamento de Estado americano confirmou nesta sexta-feira que três tanques russos cruzaram a fronteira com a Ucrânia na cidade de Snizhne, no leste do país.
Segundo o "New York Times", além dos tanques T-64, também entraram na Ucrânia outros veículos militares e armas. Diversos lança-foguetes russos estariam sendo usados por rebeldes que almejam unir a região à Rússia.
"A Rússia vai alegar que esses tanques foram capturados das forças ucranianas [pelos rebeldes], mas nenhuma unidade de tanques ucraniana estava operando na área", disse a porta-voz do Departamento de Estado. "Nós estamos seguros de que esses tanques vieram da Rússia", disse. Na quinta, Kiev já tinha afirmado que a Rússia tinha violado seu território, mas a acusação não tinha sido confirmada.
Os EUA dizem que já informaram a Otan (aliança militar ocidental) do incidente. O Departamento de Estado disse que "a invasão foi inaceitável". Segundo o Ministério do Interior da Ucrânia, os três tanques foram detectados e atacados pelas forças leais a Kiev quando avançavam rumo à cidade de Gorlivka.
A Ucrânia, assim como os EUA e a Polônia, denunciaram que mercenários russos, tchetchenos e cossacos cruzaram a fronteira para se somar às milícias pró-russas que combatem nas regiões rebeldes de Donetsk e Lugansk.
Após as acusações de Kiev, o presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta sexta que dois veículos militares ucranianos entraram no país. Segundo o Serviço de Segurança Federal da Rússia (antiga KGB), os blindados entraram na madrugada entre quinta e sexta na cidade de Millerovo. "Putin determinou à chancelaria que envie uma nota de protesto à parte ucraniana por causa da violação pelos militares ucranianos da fronteira russa", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, à agência Interfax.
O primeiro veículo teria cruzado a fronteira e parado por problemas com o motor. Ele foi encontrado por patrulhas fronteiriças russas que ordenaram que a tripulação se rendesse.
Após a negativa dos ucranianos, um segundo blindado com ajuda chegou ao local e apontou o canhão contra os russos. Assim, ele conseguiu resgatar seus companheiros e devolvê-los ao território ucraniano. Segundo Moscou, o primeiro blindado continua à disposição dos militares russos como prova do incidente.

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