EUA dizem que ataque não requer resolução
O embaixador norte-americano na ONU, Bill Richardson, reiterou ontem em Washington que os EUA não necessitam de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU para iniciar uma ação militar contra o Iraque e que existe um forte apoio internacional para um ataque.
A resolução atual concede suficiente margem legal de manobra para proceder a um ataque militar, mas, apesar disso, os Estados Unidos ainda desejam resolver isso por vias diplomáticas, declarou Richardson.
Em relação à oposição da Rússia, China e França quanto a um ataque, Richardson disse que foram obtidos progressos. Acho que, no final, nossas divergências serão mínimas. Ele reiterou que as declarações do presidente russo Boris Yeltsin sobre os riscos de uma guerra mundial em caso de ataque norte-americano foram amplificadas.
CustoPor sua vez, o vice-presidente iraquiano Taha Yassin Ramadan afirmou ontem em Doha (Qatar) que quem agredir o Iraque vai pagar muito caro. Em declarações a um canal de TV, Ramadan comentou: A Rússia, com sua firmeza, pode impedir um ataque, mas, se houver um ataque, os agressores pagarão muito caro em seus interesses e seus futuros projetos na região, assinalou Ramadan. Não digo que a Rússia fará obstrução aos mísseis, aviões e porta-aviões americanos, mas é capaz de, por sua decisão, ter um papel eficiente em impedir um ataque.
Richardson recusou ontem a proposta iraquiana de estender a dois meses o prazo durante o qual os inspetores das Nações Unidas poderiam examinar os locais presidenciais de Bagdá. Estamos ante uma concessão que permitiria (aos iraquianos) ocultar o fato de que provavelmente estejam produzindo armas de destruição maciça, afirmou Richardson à TV CNN.
A proposta havia sido anunciada pelo embaixador iraquiano na ONU, Nizar Hamdoon. Richardson afirmou que os iraquianos não estão em condições de impor condições às Nações Unidas, para impor uma data limite.





