EUA dividirão Iraque em 3 blocos
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segunda-feira, 05 de maio de 2003
Michel Mrozinski<br>France Presse 
Varsóvia O plano americano de encomendar a estabilização do Iraque apenas aos membros da coalizão que derrubou Saddam Hussein traz a Polônia ao primeiro plano do cenário político internacional. Os Estados Unidos planejam dividir o país em três ou quatro setores, cada um deles com comando próprio. Os americanos dirigirão a região de Bagdá, os britânicos o sul e outro setor estará sob autoridade polonesa. Seis países Itália, Espanha, Dinamarca, Bulgária, Holanda e Ucrânia estariam dispostos a enviar tropas junto com Washington, Londres e Varsóvia.
''É evidente que a Polônia ganhou muito no plano internacional'' ao apoiar os Estados Unidos no conflito iraquiano, disse ontem o primeiro-ministro polonês, Leszek Miller, à rádio pública.
''Vemos cada vez mais claramente que tivemos razão, não somente no sentido político, mas também no moral. A Polônia começa a se beneficiar de sua decisão'', declarou Miller. ''Nossa posição no plano internacional nunca foi tão forte, apesar disso irritar alguns'', acrescentou.
A ascensão da Polônia à categoria de principal aliado dos americanos e britânicos incomoda principalmente o ''bando da paz'' dirigido pela França e Alemanha.
Um dos principais jornais poloneses, Rzeczpospolita (direita), citou ontem comentários da imprensa alemã advertindo a Polônia contra um compromisso demasiado grande com Washington, ''que deseja aumentar as divisões na Europa''. Rzeczpospolita vê por sua vez neste compromisso ''um bom investimento estratégico'' que permite à Polônia, o maior dos dez próximos membros da União Européia, ''desempenhar um papel importante na Otan e na UE, assim como nas relações Leste-Oeste''.
''A mudança de posição na hierarquia internacional também deve abrir à Polônia novas oportunidades econômicas com sócios com Espanha e Itália'' segundo o jornal.
O presidente polonês Aleksander Kwasniewski disse neste domingo que a Polônia pode enviar entre 1.500 e 2.000 soldados ao Iraque, onde já se encontram 200 militares poloneses.
Antes de viajar no dia 30 de maio a San Petersburgo (Rússia), o presidente americano ''fará provavelmente escala na Cracóvia (Sul) para agradecer aos poloneses seu compromisso no conflito do Iraque'', anunciou o presidente Kwasniewski.
Varsóvia não esconde suas ambições políticas. O presidente Kwasniewski pretende atuar como mediador na reunião que terá com o dirigente francês Jacques Chirac e o chanceler alemão Gerhard Schroeder no dia 9 de maio em Wroclaw (sudoeste da Polônia).
A Polônia ''está disposta a contribuir a todos os esforços destinados a restabelecer unidade transatlântica que já funcionou no passado e pode ser entretanto mais útil no futuro'', declarou.
Oposição participa Um grupo de nove pessoas, incluindo dirigentes da antiga oposição iraquiana, deve formar um governo provisório no Iraque, anunciou ontem o administrador civil americano no país, o general da reserva Jay Garner.
''Acho que haverá sete, oito ou nove dirigentes para trabalhar na instalação de um novo governo'', declarou o general à imprensa.
O general estava se referindo aos dirigentes curdos Massud Barzani e Jalal Talabaini, chefes do Partido democrático do Curdistão (PDK) e da União Patriótica do Curdistão (UPK), respectivamente, a Ahmad Chalabi, chefe do Congresso nacional iraquiano (CNI), Illad Allawi, que dirige o Acordo nacional iraquiano; e Abdel Aziz Al-Hakim, irmão do chefe da Assembléia suprema da revolução islâmica no Iraque (Asrii, com sede no Irã).
Saúde A Agência Federal para o Desenvolvimento Internacional (USAID) concedeu à firma americana Abt Associates um contrato de 10 milhões de dólares para reforçar o sistema de saúde iraquiano, anunciou a SAID.
A Abt Associates, escolhida nos últimos anos entre outras agências por USAID, Unicef e OMS, realizou projetos no Níger, Zâmbia, Armênia, Georgia, Etiópia, Egito e Jordânia.


