EUA devem manter tropas no Iraque até 2009
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terça-feira, 24 de julho de 2007
Folhapress 
São Paulo- Enquanto a pressão à Casa Branca não
cede por um prazo próximo de retirada das tropas dos Estados Unidos do Iraque, comandantes do Exército americano no país árabe se preparam para atuar até, no mínimo, 2009, segundo reportagem publicada ontem pelo ''New York Times''.
O jornal americano divulgou um plano elaborado pelo comando americano no Iraque que detalha um papel significativo dos soldados dos EUA pelos próximo dois anos. O plano representa uma estratégia coordenada entre o Exército americano e o embaixador dos EUA no Iraque, Ryan Crocker, e pretende restaurar a segurança em áreas como Bagdá até o verão de 2008.
Em seguida, a ''segurança sustentável'', de acordo com o plano, deve ser estabelecida em todo o país árabe até o verão de 2009. O plano, chamado Campanha Conjunta (''Joint Campaign Plan''), é confidencial e o ''NYT'' cita oficiais americanos que falaram em condição de anonimato para divulgar detalhes
O plano desenvolve a estratégia anunciada em janeiro pelo presidente americano, George W. Bush, que levou a um aumento de tropas no Iraque. A intenção é proteger a população de Bagdá de forma a permitir aos líderes iraquianos a segurança necessária para a reconciliação nacional. Não há menção ao número de tropas necessário para implementar o plano nem a um prazo para retirada.
Enquanto a discussão se aprofunda no nível político, a população iraquiana continua sendo atingida pela violência sectária. Ontem, um terrorista suicida atacou um movimentado centro comercial em uma cidade de maioria xiita no sul de Bagdá, matando ao menos 24 pessoas, informou a polícia local.
A explosão ocorreu às 9h (2h de Brasília) em Hillah. O motorista de um caminhão de reboque detonou uma carga de explosivos no centro do distrito de Bab al Mashhad, segundo policiais. Tropas iraquianas isolaram a área.
A maioria dos 24 mortos e quase 70 feridos sofreu queimaduras graves, segundo médicos do hospital geral de Hillah. O ataque ocorreu apenas um dia depois que ao menos 16 pessoas morreram em outro ataque na cidade.
Anteontem, o Exército americano também anunciou as mortes de três soldados e um fuzileiro naval. Ao menos 3.636 membros do Exército dos EUA já morreram desde o início do conflito, em março de 2003.
Hoje, embaixadores dos EUA e do Irã discutirão em Bagdá formas de usar sua influência para diminuir a violência no país árabe. É o segundo encontro entre altos representantes dos dois países para discutir o Iraque em 2007, rompendo quase três décadas de isolamento entre Washington e Teerã.


