EUA devem enviar mais 21,5 mil soldados ao Iraque
Washington - George W. Bush enviará 21,5 mil militares americanos suplementares ao Iraque como parte de uma nova estratégia que o governo americano apresentaria ontem à noite. Quatro mil marines suplementares serão enviados para a província iraquiana de Anbar e 17,5 mil soldados para a capital iraquiana para as operações de reforço da segurança. O novo plano de batalha presidencial seria detalhado por Bush às 21 horas (0 hora de Brasília) durante um pronunciamento na Casa Branca.
Bush também pediria ao Congresso cerca de US$ 1 bilhão para reconstruir a economia, a sociedade civil, as infra-estruturas e o sistema judiciário do Iraque, devastados pela guerra. Ele também quer estabelecer metas para o governo iraquiano, para que assuma o controle do país com mais rapidez, até novembro de 2007.
Bush diria ''muito claramente'' aos iraquianos que o compromisso americano não é ''ilimitado e que eles devem mudar sua maneira de proceder no Iraque'', indicou ontem o diretor de comunicação da Casa Branca, Dan Bartlett.
Segundo uma autoridade americana, o envio de 21,5 mil homens suplementares ao Iraque não seria feito de uma só vez. De acordo com o canal de TV CBS, cerca de 11 mil homens seriam enviados nas próximas semanas e o resto nos meses seguintes.
Quase quatro anos depois da invasão do Iraque, mais de 3 mil soldados americanos morreram e mais de 22 mil ficaram feridos. O Iraque, onde a violência vem se tornando mais intensa desde o início do ano, está hoje à beira de uma guerra civil. O compromisso militar americano no Iraque custou aos Estados Unidos, desde março de 2003, cerca de US$ 350 bilhões e atualmente cerca de 132 mil militares estão no local.
Bush, que torce para que este último plano para o Iraque salve seus dois últimos anos de mandato, espera o apoio dos novos dirigentes democratas do Congresso. Mas estes já se mostraram opostos a qualquer aumento do número de tropas. ''Seu discurso mostrará claramente que ele quer uma escalada da guerra no Iraque'', declarou Harry Reid, chefe da maioria democrata no Senado. Mas os democratas não têm os meios de impedir o plano do chefe de Estado, que também é chefe do exército e tem toda a liberdade de ação nesta área.





