EUA desistem de achar Kennedy com vida
Deutsche Presse
e France Presse
De Nova York
As esperanças de se encontrar John Kennedy Jr., sua mulher e sua cunhada com vida se acabaram ontem depois que foram ouvidos sinais provenientes do fundo do mar, perto da ilha de Marthas Vineyard, na costa de Massachusetts, Noroeste dos Estados Unidos, que seriam do avião que o filho do presidente norte-americano assassinado pilotava na sexta-feira.
A operação de busca aos três desaparecidos deixou de ser de resgate e agora as equipes que trabalham no local tentam encontrar os corpos dos ocupantes do pequeno avião. Dez mergulhadores em quatro botes se preparavam ontem para procurar os destroços do avião e os cadáveres a profundidades de 18 a 24 metros, a cerca de sete quilômetros de Marthas Vineyard.
Acreditamos saber com bastante exatidão onde se encontra o local da queda do avião, disse ontem o comandante da Guarda Costeira Richard Larrabee, em entrevista a uma emissora de televisão local.
A família Kennedy admitiu ontem à noite pela primeira vez a morte de John Kennedy Jr, destacando que partiu deixando um enorme vazio em nossas vidas, segundo informes da televisão americana.
John Kennedy Jr. e Carolyn Bessette eram almas gêmeas, e queremos honrá-los em sua morte de modo simples, como eles escolheram viver, comunicou ontem a família Bessette, em sua primeira declaração depois da tragédia aérea que terminou com a vida do casal e de outra de suas filhas, Lauren.
John, Carolyn e Lauren personificavam o amor, o sucesso e a paixão pela vida, afirma a família, num comunicado que foi lido por um amigo dos Bessette, Grant Stinchfield.
A família da mulher e cunhada de John F Kennedy agradeceu ainda no comunicado a todas as pessoas que participaram da procura de seus parentes, desaparecidos nas águas do Atlântico, frente a ilha de Marthas Vineyard.
Os Bessette pediram respeito a sua privacidade durante seu luto, informou Stinchfield, que leu a nota em Greenwich, Connecticut, um exclusivo subúrbio próximo de Nova Iorque, onde cresceu Carolyn, que morreu aos 33 anos, junto com seu marido, de 38, e sua irmã, de 35.
Nos conforta a idéia de que John e Carolyn vão acompanhar Lauren, durante a eternidade, diz a família Bessette, que tem outra filha, Lisa Ann, gêmea de Lauren.
A imprensa norte-americana prestou sua homenagem esta segunda-feira a John F. Kennedy Jr., o ícone de um país, um príncipe norte-americano, a encarnação dos mais belos sonhos dos Estados Unidos.
John-John era filho de um pai famoso e (também) o ícone de um país, disse o Los Angeles Times em seu editorial, depois que a guarda-costeira anunciou não ter mais esperanças de encontrar sobreviventes.
Para o Los Angeles Times, Kennedy era algo mais que o belo rosto já maduro desse jovem que, com três anos de idade, conquistou o coração de todos os americanos ao bater continência diante do caixão do pai assassinado em 1963.
De novo: uma tragédia na família Kennedy, intitula a Newsweek. A revista vê em JFK Jr. Um golden boy de sua geração... nosso equivalente mais próximo à princesa Diana, uma comparação que sua perda súbita torna agora quase inevitável.
A Time Magazine apenas colocou sobriamente seu nome na capa com a imagem de John Fitzerald Kennedy Jr. e a data 1960-1999. A revista chora o desaparecimento de de um rapaz muito bom, sólido, consciente de si, divertido e que sabia muito bem como levar uma pesada responsabilidade com uma dignidade leve, mas consciente.
Para o New York Times o herdeiro de uma formidável dinastia voltou a representar uma tragédia ocorrida há cerca de 36 anos. Em um editorial, o Boston Globe evoca o eterno retorno da tragédia na família Kennedy: Uma vez mais, a angústia e a incredulidade.Acabam-se as esperanças de encontrar sobreviventes da tragédia em Massachusetts. Guarda Costeira abandona operação resgate
France PresseGolden boyA imprensa dos EUA prestou sua homenagem ontem a John-John: A encarnação dos nossos mais belos sonhos





