Washington O secretário norte-americano de Estado, Colin Powell, afirmou que não será necessário um ''delito flagrante'' para que os Estados Unidos ataquem o Iraque. A observação foi uma resposta ao comentário do chefe de inspetores em desarmamento da ONU, Hans Blix, sobre o trabalho dos especialistas. Segundo Blix, até o momento, a missão não encontrou nada que prove que o Iraque tenha infringido suas obrigações internacionais.
''A ausência (de uma prova) de um delito flagrante não quer dizer que não haja'', declarou Powell à rede de TV NBC. Powell frisou que, se nenhuma violação for descoberta, isso não significa que o Iraque não esteja desrespeitando seus compromissos. ''Se a comunidade internacional vir que Saddam Hussein não coopera na forma que permita estabelecer a verdade dos fatos, então está violando a resolução da ONU (...) e não será necessário um delito flagrante'', avaliou.
Em 27 de janeiro, Blix e Mohamed El Baradei, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, devem informar o Conselho de Segurança sobre os resultados da missão.
Powell rejeitou a possibilidade de um ataque contra o Iraque nesta data. Ao ser consultado sobre o possível prolongamento das inspeções por mais cinco meses, Powell evitou fazer comentários.
Posição alemã O chanceler alemão Gerhard Schroeder afirmou ontem que a Alemanha, membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU desde 1º de janeiro, fará todo o possível para que a resolução da ONU sobre o Iraque seja aplicada sem que se recorra à força.

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