EUA decidem reforçar frota no Golfo
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sábado, 15 de novembro de 1997
AE-Reuters Nova York 
France PresseBagdáO chanceler Said al-Sahaf pediu diálogo sério e incondicionalOs EUA decidiram ontem enviar um segundo porta-aviões ao Golfo e prometeram responder de forma determinada à expulsão dos inspetores de armas americanos do Iraque, mas ressaltaram que ainda buscam uma saída diplomática para a crise. Apesar disso, o Iraque, acreditando na iminência de um ataque, já mobilizou forças regulares e paramilitares, programou para este fim de semana amplas manobras da Guarda Republicana em Bagdá e convocou civis para servir de escudos humanos nos palácios do ditador Saddam Hussein e nas fábricas.
Não buscamos o confronto, mas os americanos e seus lacaios britânicos podem lançar uma agressão militar a qualquer momento, afirmou o chanceler iraquiano, Mohammed Said al-Sahaf. Ele pediu um diálogo sério e incondicional com os EUA para resolver a crise.
A Comissão Especial da ONU (Unscom) retirou ontem de avião, de Bagdá para o Bahrein, todos os seus 78 inspetores não-americanos - os 6 americanos, considerados espiões pelo regime de Saddam, foram forçados pelas autoridades iraquianas a partir por terra na noite de quinta-feira, chegando à Jordânia depois de sete horas e meia de viagem. Entretanto, a crise passará por mais um teste neste fim de semana, com o esperado vôo de um avião de reconhecimento americano U-2 sobre o Iraque. Segundo uma fonte do Pentágono, o vôo será realizado no domingo. Bagdá tem ameaçado abater os aviões espiões, o que poderia precipitar um bombardeio americano. Circularam na Bolsa de Tóquio rumores de que de ontem mesmo teria sido disparado um míssil iraquiano contra um U-2, mas a Casa Branca desmentiu.
As próximas 48 horas são decisivas, disse o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, acrescentando que, dependendo do comportamento iraquiano, o Conselho de Segurança pode adotar medidas para fazer Saddam recuar. Na véspera, o conselho condenou duramente a expulsão dos americanos e advertiu que o Iraque sofrerá sérias consequências se não permitir a volta e o trabalho dos inspetores - mas a condenação demorou para ser aprovada. O vice-primeiro-ministro de Saddam, Tareq Aziz, reagiu dizendo que nada pode ser pior que o embargo econômico em vigor desde a invasão iraquiana do Kuwait, em 1990.


