France PressePreocupaçãoO presidente Clinton, meditativo, durante a conferência em GeorgetownO presidente Bill Clinton afirmou ontem que seu país participará em dezembro na conferência de Kioto sobre o reaquecimento do planeta com objetivos ‘‘realistas e associados’’, mas exigirá compromissos ‘‘equitativos’’ por parte dos países em desenvolvimento.
Clinton inaugurou na universidade de Georgetown os debates de uma conferência sobre mudanças climáticas na qual participaram 200 personalidades e que constitui uma etapa suplementar na tentativa da Casa Branca de adotar uma posição firme antes da conferência de Kioto.
‘‘Quando os países do mundo se reunirem em dezembro em Kyoto, devemos estar prontos para subscrever compromissos realistas e associados’’ sobre uma redução do dióxido de carbono (CO2), causador do efeito estufa, disse.
Não obstante, repetiu, não cabe imaginar que o tratado se aplique apenas aos países industrializados. ‘‘O mundo industrializado sozinho não pode assumir a responsabilidade de reduzir as emanações’’ de CO2, assinalou.
‘‘Em Kioto, pediremos a todos os países que assumam compromissos significativos e equitativos’’, acrescentou.
Pressão da UE A União Européia considerou ontem ‘‘insuficiente’’ e ‘‘pouco ambiciosa’’ a proposta do Japão de uma redução de 5% das emissões de dióxido de carbono (CO2), formulada por Tóquio com vistas à Conferência da ONU sobre o tema que terá lugar em Kioto de 1º a 10 de dezembro.
A UE reagiu assim rapidamente ao anúncio de Tóquio de sua intenção de propor, aos países que se reunirão em Kioto, uma redução de 5% das emanações de CO2 nos países industrializados, em relação ao seu nível de 1990, em cinco anos, antes de 2012.
‘‘O mundo inteiro olha o Japão e espera dele que garanta sua liderança’’ por ocasião da conferência da ONU sobre o ‘‘efeito estufa’’, destinada a pôr em aplicação princípios acertados na Cúpula da Terra do Rio de Janeiro em junho de 1992, estimou o porta-voz do comissariado europeu do Meio Ambiente, Peter Jorgensen.

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