São Paulo - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse ontem que permitir a Laurent Gbagbo continuar na presidência da Costa do Marfim seria ''burlar a democracia'', e advertiu sobre a possibilidade de qualquer ataque contra agentes da ONU (Organização as Nações Unidas) no país.
O anúncio do secretário-geral vem reforçado pelo ultimato dado pelos Estados Unidos e outros países para o governo da Costa do Marfim, conforme divulgou nesta sexta-feira a rede de TV CNN. Segundo o site da CNN, o departamento de Estado americano teria dado o prazo de poucos dias para que Gbabgo assumisse a derrota nas eleições de 28 de novembro e deixasse o opositor, Alassane Ouattara, assumir a Presidência.
As autoridades eleitorais anunciaram que Ouattara havia vencido a eleição, mas o Conselho Constitucional do país, dirigido por um aliado de Gbagbo, anulou centenas de milhares de votos da oposição e reverteu o resultado, estendendo sua permanência no governo, que começou em 2000.

mockup