EUA criticam a Assembléia Constituinte
Associated Press
e France Presse
De Washington
Com a Venezuela se aproximando de um possível confronto constitucional, os Estados Unidos expressaram ontem sua preocupação de que a democracia possa ser ameaçada com o enfraquecimento do Congresso do país imposto por partidários do presidente Hugo Chávez.
Através de seu porta-voz, James B. Foley, o Departamento de Estado dos EUA defendeu também a presidente do Supremo Tribunal da Venezuela, Cecilia Sosa, que renunciou na terça-feira depois que o tribunal apoiou um decreto baixado pela assembléia constituinte, dominada por partidários de Chávez.
Opondo-se aos movimentos da assembléia, o Departamento de Estado disse que estava preocupado com a hipótese de que suas últimas ações coloquem em risco a forte tradição democrática na Venezuela.
Falando sobre a demissão de Sosa, Foley afirmou: Nós lamentamos que ela tenha escolhido deixar o serviço público porque ela é uma pessoa de grande habilidade e integridade e foi um verdadeiro líder nos esforços da Venezuela para reformar o sistema judicial.
Pedimos a todas as partes um acordo sobre como exercer o poder durante o desenvolvimento da Assembléia Nacional Constituinte, de modo a preservar a separação de poderes dentro do Governo, disse à imprensa James Foley.
O porta-voz destacou que, para Washington, é crucial que sejam preservados os princípios fundamentais da democracia.
Preocupa-nos que as recentes ações da Assembléia Constituinte afetem a sólida tradição democrática da Venezuela, disse Foley.
O porta-voz afirmou que ao expressar essa preocupação, os Estados Unidos não
pretendem intrometer-se em assuntos internos do país sul-americano nem interferir nas deliberações internas venezuelanas.





