São Paulo - A embaixadora dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU), Susan Rice, considerou ''nefasta'' a participação do Irã na mediação do conflito na Síria. Ontem, Teerã convocou uma reunião para debater sobre soluções aos confrontos violentos no país, que completaram 17 meses.
''Não temos dúvidas de que o Irã tem um papel nefasto, não só na Síria, mas em toda a região, através de seu apoio ativo ao regime de (ditador sírio, Bashar Al) Assad'', disse a representante, em entrevista à rede de televisão americana NBC.
Para Rice, o movimento radical libanês Hizbollah e o regime sírio formam um ''eixo de resistência'' com o país persa, que considera ''ruim não só para o Irã, mas também para a região e os nossos interesses''.
A diplomata diz que a situação é ''claramente favorável'' à oposição síria e as pressões econômicas, aliadas à deserção de membros do regime, aumentam o isolamento político de Assad.
''Os Estados Unidos continuarão a reforçar a oposição síria, ajudando-a politicamente e entregando meios de comunicação e ajuda humanitária. Vamos continuar pressionando o regime de Assad até que caia''.
Pelo menos cem pessoas morreram ontem em confrontos em todo o território sírio, de acordo com o grupo opositor Observatório Sírio de Direitos Humanos. Em comunicado, a ONG indicou que a maioria das vítimas estava nas províncias de Alepo, Idlib e nos subúrbios de Damasco.
No bairro de Salahedin, na cidade de Alepo, que foi retomado pelo regime, nove combatentes do insurgente Exército Livre Sírio (ELS) morreram, entre eles dois chefes de suas brigadas, durante os enfrentamentos com as tropas do governo, que obrigaram os rebeldes a se retirar.
Outras seis vítimas foram atingidas por bombardeios nas áreas de Al Maadi, Al Izaa, Al Magair e Bustan al Qasr, também em Alepo, informou o Observatório. Nove membros do ELS foram mortos em combates com as forças governamentais na cidade de Kafr Nabal, na província de Idlib.

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