Um tribunal federal dos Estados Unidos declarou, ontem, culpados quatro seguidores do terrorista saudita Osama Bin Laden pelo assassinato de cidadão americanos em dois atentados simultâneos contra as embaixadas do país em Nairóbi, no Quênia, e Dar Es-Salaam, na Tanzânia, em agosto de 1998. Dois dos condenados estão sujeitos à sentença de morte, cujo anúncio é esperado para hoje.
Após 12 dias de deliberações, o júri declarou Mohammed Rashed Daoud al-Owhali, saudita, de 24 anos, e Khalfan Khamis Mohammed, tanzaniano, de 27 anos, passíveis de serem sentenciados à pena de morte pelo papel de liderança que exerceram na execução do ataque às embaixadas, que, no total, causaram a morte de 224 pessoas.
Wadih el-Hage, libanês naturalizado americano, de 40 anos, e Mohammed Sadeek Odeh, jordaniano de origem palestina, de 36 anos, foram declarados culpados por conspirar para assassinar funcionários e militares americanos no exterior e podem ser sentenciados à prisão perpétua.
O julgamento dos quatro réus prolongou-se por quatro meses e meio e nenhum deles concordou em prestar depoimento durante o processo.
As investigações dos dois atentados realizadas pelas autoridades dos EUA apontaram 22 envolvidos. Além dos quatro condenados ontem, outros dois esperam para serem julgados em prisões americanas, 5 estão presos na Grã-Bretanha e outros 13 – incluindo o próprio Bin Laden, estão foragidos.

mockup