EUA colocam bases sob alerta máximo
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quarta-feira, 30 de maio de 2001
Das agênciasDe Washington e Cabul 
Os Estados Unidos colocaram ontem em alerta máximo seus militares em Bahrein e Kuwait, como resultado da condenação contra quatro membros de um grupo islâmico pelos atentados de 1998 contra duas embaixadas americanas na África, disse um funcionário do Pentágono. O funcionário que pediu anonimato, recordou que as tropas americanas mobilizadas na Arábia Saudita já tinham sido postas em alerta desde antes que um tribunal de Nova York tomasse a decisão.
O Departamento de Estado dos EUA alertou terça-feira os cidadãos de seu país que se encontram no estrangeiro a permanecerem em alerta por causa do veredicto, apesar de frisar que não tinha conhecimento de ameaças específicas.
O júri condenou à revelia quatro supostos membros da organização terrorista de Ben Laden, por terem participado dos atentados contra as embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia.
O júri considerou culpados o saudita Mohamed Rachid Daoud Al Owhali, de 23 anos e o tanzaniano Jalfan Jamis Mohamed, de 27 anos, com pena de morte. O americano de origem libaneza Wadih El Hadge, de 40, e o jordaniano Mohamed Saddiq Odeh, de 35, poderão ser condenados a prisão perpétua.
Bin LadenO Taleban, que governa o Afeganistão, anunciou ontem que a condenação em Nova York de quatro homens pelos atentados contra embaixadas dos Estados Unidos na África foi injusta e prometeu nunca entregar Osama bin Laden, acusado por Washington de arquitetar os ataques.
Ele é um grande guerreiro sagrado do Islã e um grande benfeitor do povo afegão, disse Abdul Anan Himat, uma alta autoridade do Ministério da Informação do Taleban, sobre Bin Laden, que continua escondido no Afeganistão.
Não o entregaremos aos Estados Unidos em nenhuma circunstância. É nossa política expressa, afirmou Himat na capital afegane, Cabul.
Os EUA acusam o dissidente saudita de chefiar uma rede terrorista global que disporia de campos de treinamento militar em seu santuário no Afeganistão.


