O secretário-adjunto do Tesouro norte-americano, Lawrence Summers, mostrou-se prudente ontem em relação ao projeto de acordo concluído no mesmo dia em Moscou, destinado ao governo, e a duas câmaras do Parlamento, para reduzir os poderes do presidente russo.‘‘Devemos acompanhar os acontecimentos’’, declarou Summers à rede de televisão CBS ao referir-se ao acordo assinado neste domingo em Moscou para permitir que a Duma (câmara baixa) confirme a designação de Viktor Chernomyrdin como primeiro-ministro.
‘‘Neste momento, o importante não são as palavras, mas as medidas que os russos sejam capazes de tomar’’ para deter a hemorragia financeira de sua economia, acrescentou Summers. ‘‘Devemos conhecer os termos do acordo e a natureza do plano econômico’’ que a Rússia porá em prática, declarou.
Leis de mercadoO projeto de acordo prevê a criação, no prazo de um mês, de uma comissão encarregada de emendar a Constituição de 1993, para limitar os poderes do presidente e reforçar os do Parlamento.
Summers opinou, em relação à reforma econômica, que os russos ‘‘devem deixar que as leis de mercado atuem com todas as suas forças’’.
Dirigentes norte-americanos disseram que o presidente Bill Clinton quer dar seu apoio à continuidade das reformas na Rússia, quando visitar Moscou de 1º a 3 de setembro para assistir a uma reunião de cúpula com o presidente russo Boris Yeltsin.

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