France PresseComoçãoProfessora chora diante do Capitólio: segurança precária. No detalhe, o autor dos disparosO responsável pelo tiroteio registrado na sexta-feira passada em pleno Congresso norte-americano - que deixou dois policiais mortos e uma turista ferida - será acusado de assassinato, apesar de se encontrar num estado considerado ‘‘crítico’’, informaram ontem as autoridades.
As possibilidades de Russell Weston, que levou três tiros na ocasião, são de 50%, informou o médico Paul Oriaifo durante uma coletiva de imprensa no hospital de Washington, onde o agressor continua internado. Weston está sob efeito de sedativos e respira por aparelhos.
Russell Weston ficou inconsciente pouco depois de chegar ao hospital na tarde de sexta-feira, e foi operado duas vezes. Ele entrou em estado de coma na noite de sexta-feira e permanece inconsciente, afirmou o médico.
O presidente Bill Clinton classificou o ataque ao Capitólio - sede do Congresso e símbolo da democracia dos EUA - como ‘‘um momento de selvageria na porta de entrada da civilização americana’’.
O violento episódio reavivou o debate em Washington sobre como equilibrar os direitos do público a ter acesso aos prédios federais, que têm pouca segurança numa sociedade cada vez mais armada.
O presidente da Câmara de Representantes, Newt Gingrich, pediu pela televisão que todos se unam numa oração pelos dois policiais mortos e suas famílias.
Os dois policiais, Jacob Chestnut e John Gibson, ambos pais de três filhos, foram declarados mortos nos hospitais para onde foram levados depois do atentado.
Angela Dickerson, de 24 anos, está internada em estado grave, com ferimentos no rosto e no ombro. Ela visitiva o Capitólio como turista no momento do atentado.
Os pais de Russell Weston fizeram um comunicado formal anteontem: ‘‘Pedimos desculpas à nação pelo trauma que nosso filho causou’’.
Em outubro de 1996, um juiz de Montana ordenou que Weston fosse internado num hospital para doentes mentais, de onde saiu em dezembro do mesmo ano.
Pessoas que conhecem Weston disseram que o seu comportamento era bastante estranho. ‘‘Weston dizia que era filho bastardo de John F. Kennedy’’, disse uma vizinha. Segundo outra vizinha do agressor, Weston acreditava que a antena parabólica de sua casa estava enviando ondas numa tentativa de controlá-lo.
Um colega de trabalho de Weston no depósito do hospital de Montana informou que ele estava convencido que o haviam internado devido às cartas de ameaça contra o presidente Clinton. ‘‘Suas conversas sempre giravam sobre o mesmo tema: Clinton e seu governo. Ele era verdadeiramente antigovernamental’’.
O serviço secreto americano, responsável pela segurança presidencial, interrogou Weston em junho de 1996 e chegou à conclusão de que ele não representava perigo para Clinton.

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