São Paulo- O Exército americano realizou ontem uma nova operação na região oeste do Iraque na fronteira com a Síria, matando ao menos 40 pessoas, entre elas 12 crianças, segundo médicos que atenderam as vítimas. Militares disseram que esse foi um ''ataque preciso'' contra um dos líderes da Al-Qaeda no Iraque, e se recusaram a informar quantos civis iraquianos podem ter morrido.
A operação foi realizada tendo como alvo uma casa que era aparentemente usada por um líder da rede terrorista iraquiana que é vinculada à Al-Qaeda de Osama bin Laden, e tem como líder o terrorista jordaniano Abu Musab al Zarqawi , localizada na cidade de Obeidi, a 300 quilômetros da capital iraquiana, Bagdá, muito próxima da fronteira com a Síria, na região da Província de Al Anbar, considerada um dos maiores bastiões da insurgência no país.
Caças americanos também usaram munição teleguiada para atacar uma segunda casa, suspeita de abrigar uma base de ataques contra americanos e forças de segurança iraquianas, informaram os militares americanos.
O comunicado do Exército dos EUA não menciona nenhum ferido e muito menos identifica o suposto líder rebelde assassinado. No hospital local, o médico Ahmed al Ani afirmou que 40 iraquianos morreram, incluindo 12 crianças. Essa informação não foi confirmada pelo governo iraquiano, e é citada por várias agências de notícias internacionais.
Forças de coalizão invadiram ontem várias regiões de Bagdá, em uma ação para prender supostos insurgentes que operam na capital. Ao menos cem pessoas foram presas, todas suspeitas de estarem envolvidas com a insurgência sunita, anunciou o Comando do Exército dos EUA.
Apesar das constantes operações na capital, insurgentes sunitas continuam agindo na região. No último domingo, homens armados mataram Ghalib Abdul Mahdi, o irmão do vice-presidente xiita Adil Abdul Mahdi.

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