EUA: 'Bolívia deixa circuito da coca em 2002'
Associated Press
De Chimoré e Lima
A Bolívia estará em condições de sair do circuito mundial da cocaína antes do ano 2002, se mantiver seus esforços para desarticular as organizações de narcotráfico e erradicar o cultivo da coca, afirmou ontem o coordenador da política contra as drogas dos Estados Unidos, Barry MacCaffrey. Ele visitou a região de El Chapare, 780 quilômetros a sudeste de La Paz e onde estão as maiores plantações de coca na Bolívia, para avaliar os avanços do programa de combate às drogas do governo do general Hugo Banzer. Numa entrevista à imprensa no quartel das forças antidrogas da Bolívia, MacCaffrey expressou a satisfação do governo norte-americano pelo trabalho cumprido pela Bolívia e anunciou que seu país estuda um aumento da cooperação econômica anual de US$ 67 milhões para US$ 88 milhões na próxima gestão.
Nos últimos dois anos, a Bolívia erradicou o plantio da coca em cerca de 25 mil hectares, cuja produção teria servido para a fabricação de 190 toneladas de cocaína. Os países que são amigos da Bolívia sentem orgulho pelos resultados obtidos pelo país na luta contra o narcotráfico, disse McCaffrey. Pelos resultados, pode-se adiantar que a Bolívia sairá do circuito das drogas e nós que somos amigos da Bolívia estamos confiantes de que isso ocorrerá, acrescentou.
No entanto, o coodenador da política antidrogas dos EUA, expressou sua preocupação com o aumento do consumo interno de drogas na Bolívia e disse que o governo de Banzer tem pela frente um grande desafio, que é superar esse problema. MacCaffrey sobrevoou a zona do El Chapare num helicóptero para verificar o avanço dos programas de desenvolvimento alternativo na região, que tem como objetivo tirar os agricultores de coca dessa atividade ilegal.
PeruO ministro da Defesa do Peru, general Carlos Bergamino, afirmou ontem, em Lima, que seu país conta com efetivos militares suficientes para impedir qualquer ameaça das guerrilhas colombianas contra a segurança do território peruano. O ministro apresentou-se anteontem diante da comissão de defesa do congresso peruano e, em sessão reservada, informou sobre a política de defesa do país, assim como a posição do exército com relação a questão das guerrilhas colombianas, que nas últimas semanas vem concentrando as atenções do Peru. Temos efetivos suficientes para impedir que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) ameacem a segurança do Estado, disse Bergamino. Nos últimos dias, várias informações divulgadas pela imprensa local ressaltaram que o Peru mobilizou um efetivo militar de cerca de dois mil homens na linha de fronteira com a Colômbia, de 1.620 quilômetros de extensão.





