São Paulo - O governo dos Estados Unidos decidiu impor sanções contra a Venezuela ontem, banindo toda a venda de armas para o país de Hugo Chávez – um dos maiores exportadores de petróleo para os EUA. De acordo com o comunicado do Departamento de Estado, a interrupção de venda de armas à Venezuela faz parte da guerra dos EUA contra o terrorismo.
  O anúncio torna ainda mais difícil a já desgastada relação entre os dois países, que se deterioram depois da tentativa de golpe sofrida por Chávez em abril de 2002. O líder venezuelano acusa os EUA de terem orquestrado o golpe.
  Em fevereiro último, Chávez e Bush retiraram seus embaixadores de Caracas e Washington, mas a relação foi normalizada posteriormente. Em seguida, a secretária de Estados dos EUA, Condoleezza Rice, chegou a incitar a formação de uma ‘‘frente unida’’ contra Chávez, a quem qualificou de ‘‘um desafio para a democracia’’ e um ‘‘perigo’’ para a região devido a seus vínculos com o regime cubano, do ditador Fidel Castro.
  Os EUA se preocupam com a relação amistosa de Chávez com Cuba e Irã, dois países acusados pelo governo americano de ‘‘patrocinar’’ o terrorismo. Os EUA também dizem que Chávez falha na tentativa de controlar guerrilhas de esquerda, como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que usam o território venezuelano para suas ações, segundo o comunicado do Departamento de Defesa.
  O governo americano também decidiu punir a Venezuela incluindo o governo Chávez na lista de países considerados ‘‘não-compometidos na luta contra o terrorismo’’.
  O Departamento de Estado dos EUA anunciou o restabelecimento de suas relações diplomáticas com outro produtor de petróleo, a Líbia, cujos contatos estiveram rompidos por 25 anos.
  A sanção imposta à Venezuela significa que os EUA interromperam suas relações comerciais na área militar como o país da América do Sul, e amplia uma prática desenvolvida nos últimos meses pelos EUA de se opor às vendas de armamento com tecnologia americana feitas por outros países à Venezuela.

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