Associated Press
De Washington
O coordenador da política antidrogas dos Estados Unidos, Barry McCaffrey, disse ontem que a situação da Colômbia é ‘‘de emergência’’, que merece ser reavaliada por altos funcionários do governo americano.
‘‘Creio que em algum momento a secretária de Estado, Madeleine Albright, a secretária de Justiça, Janet Reno, o secretário de Defesa, William Cohen, e todos os que estamos envolvidos nesse assunto teremos que reavaliar a dinâmica dessa situação, que leva a um mau caminho’’, afirmou McCaffrey, antes de concluir: ‘‘É uma emergência’’.
McCaffrey falou depois de se reunir ontem com o presidente Bill Clinton, em Washington. ‘‘Temos que apoiar o processo de paz, respaldar a economia e separar os rebeldes e os paramilitares das fontes que financiam suas operações’’.
O coordenador calculou que o narcotráfico financia os rebeldes com cerca de US$ 600 milhões a cada ano.
O analista John Sweeney, da fundação conservadora americana Heritage, estima que a Colômbia solicitou cerca de US$ 1,5 bilhão para adaptar suas forças de segurança às operações de contra-insurgências.
‘‘Não é possível reestruturar o exército em seis meses’’, disse Sweeney. ‘‘No melhor dos casos, seriam necessários dois anos e bilhões de dólares. Entretanto, esse passo não seria sábio se os Estados Unidos não concordarem em dar apoio também a outros países da América Latina, como Brasil, Equador, Peru, Panamá e Venezuela.
McCaffrey concorda com esse ponto de vista. ‘‘Através de uma associação regional, os EUA provavelmente deveriam oferecer treinamento, equipe apropriada e apoio político em um sentido regional do processo. Creio que isso é o que trataremos de fazer.’’

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