EUA atacam Fallujah e matam 10 pessoas
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segunda-feira, 05 de julho de 2004
Agência Folha 
São Paulo - Ao menos dez pessoas foram mortas ontem em Fallujah, segundo hospitais locais, quando o comando dos EUA bombardeou pela quinta vez em 17 dias a cidade no oeste do Iraque onde, supostamente, fica o esconderijo do terrorista jordaniano Abu Musab Zarqawi. Mais de 70 pessoas morreram nessas ações (civis inocentes, segundo moradores locais; insurgentes, segundo os EUA).
Zarqawi, acusado pelos EUA de ter ligação com a Al Qaeda, supostamente assumiu, por meio de comunicados atribuídos a ele, uma série de atentados no Iraque. O governo dos EUA oferece US$ 25 milhões por sua captura.
Na tentativa de amenizar as tensões no país, o recém-empossado governo interino iraquiano planeja anistiar insurgentes que não sejam suspeitos de assassinato. Mas o decreto, previsto para anteontem, foi adiado sem nova data.
Refém americano- Um grupo extremista islâmico que diz ter sequestrado o marine Wassef Ali Hassoun afirmou que trocou o cativeiro do americano ''para um local seguro'', segundo a TV Al Jazira, de Qatar. Imagens de Hassoun vendado em poder de um grupo armado foram exibidas pelo mesmo canal há nove dias.
No sábado, um comunicado em um site dizia que o refém fora decapitado por outro grupo, mas nenhuma prova foi divulgada. Hassoun desapareceu no último dia 21, quando, segundo o ''New York Times'', ele tentava desertar.
Dubai - O primeiro-ministro iraquiano, Iyad Allawi, pediu ontem à Síria e ao Irã que apóiem a presença da força multinacional no Iraque, um dia depois do pedido em comum sírio-iraniano para uma retirada rápida das forças estrangeiras que ocupam o país.
''Penso que os irmãos presidentes na Síria e Irã devem rever (sua posição) pelo interesse do Iraque. Do contrário, devem apoiar a presença das forças multinacionais'', declarou Allawi à TV por satélite Al Arabiya, com sede em Dubai.
Os presidentes sírio e iraniano, Bachar Al-Assad e Mohammed Khatami, respectivamente, lançaram no domingo em Teerã um apelo comum para uma rápida retirada das forças estrangeiras presentes no Iraque.
Suleimaniyah - As forças de segurança evitaram um ataque com carro-bomba contra um hotel e mataram um suspeito na cidade curda iraquiana de Suleimaniyah, informou ontem um responsável da União Patriótica do Curdistão (UPK).
Um cidadão curdo morreu ao ser atingido por um tiro na noite de ontem quando dirigia uma BMW na direção do Suleimaniyah Palace, um hotel da cidade homônima frequentado por estrangeiros e personalidades locais.


