EUA apurarão conflito no Oriente Médio
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quarta-feira, 08 de novembro de 2000
France Presse De Washington 
Os Estados Unidos anunciaram oficialmente ontem a formação de uma comissão para investigar os fatos que provocaram a violência nos territórios palestinos, que será integrada por cinco personalidades internacionais.
A comissão será presidida pelo ex-senador americano George Mitchell, que já participou como mediador no processo de paz para a Irlanda do Norte. Mitchell será assessorado por outro ex-senador americano, Warren Rudman, pelo ex-presidente da Turquia Suleimán Demirel, pelo Alto Representante da União européia para política externa, Javier Solana, e pelo chefe da diplomacia norueguesa, Thorbjorn Jagland, segundo um comunicado da Casa Branca.
A criação desta comissão foi decidida pelos israelenses e os palestinos durante a cúpula de Sharm el-Sheikh (Egito), no dia 17 de outubro passado.
A comissão, que trabalhará com Israel e a Autoridade Palestina, fará um exame objetivo e independente da crise atual e dos meios para impedir que isso se repita, segundo o texto do comunicado.
O comunicado informa ainda que, durante as reuniões de amanhã em Washington com o líder palestino Yasser Arafat, e a de domingo com o premier israelense, Ehud Barak, o presidente Bill Clinton dará prioridade ao início de todas as disposições do acordo de Sharm el-Sheikh, particularmente aqueles que visam pôr fim à violência e ao derramamento de sangue.
Mary Robinson, alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, deve se reunir com Barak e Arafat durante sua viagem pelo Oriente Médio, que começa hoje.
A viagem de Mary Robinson começa hoje em Tel Aviv. Depois, Robinson viajará para os territórios autônomos palestinos, e em seguida para a Jordânia e o Egito, onde se reunirá com o rei Abdala II e o presidente Hosni Mubarak, respectivamente.
O encontro entre Robinson e Arafat provavelmente acontecerá quando o presidente palestino retornar de Washington, onde será recebido pelo presidente norte-americano Bill Clinton.
A Comissão de Direitos Humanos da ONU, que em 19 de outubro decidiu criar uma comissão de investigação sobre as violações dos direitos por Israel nos territórios ocupados, havia solicitado, ainda assim, a Mary Robinson e aos diversos relatores especiais, que se dirigissem de maneira urgente para os territórios ocupados.
Durante sua viagem pelo Oriente Médio, a senhora Robinson tem a intenção de insistir com as partes sobre a importância do desenvolvimento de uma cultura de direitos humanos e de tolerância, que segundo ela, é a chave de um acordo pacífico e duradouro na região, disse um porta-voz. O governo israelense já indicou que não dará apoio a esta investigação.


